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sábado, 4 de maio de 2013

MUDANÇA CLIMÁTICA AUMENTARÁ CHUVAS PESADAS E SECAS

 REVISTA VEJA

Aquecimento global

Estudo mostra que mudança climática deve aumentar os períodos de chuva pesada e seca na Terra

Simulação realizada por pesquisadores da Nasa mostra como aumento da temperatura deve mudar o regime de chuvas no planeta

simulação
Simulação de período de 140 anos mostra que o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera deve mudar a frequência com que as regiões do planeta recebem chuva pesada (azul), moderada (amarelo) e nenhuma chuva (marrom escuro). (NASA's Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio)

 


Simulação de período de 140 anos mostra que o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera deve mudar a frequência com que as regiões do planeta recebem chuva pesada (azul), moderada (amarelo) e nenhuma chuva (marrom escuro). (NASA's Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio)
Um estudo realizado por pesquisadores da Nasa mostra que o aquecimento global pode aumentar o risco de chuvas pesadas e períodos de seca no futuro. Os pesquisadores realizaram simulações em computadores de 14 modelos climáticos para mostrar como os níveis cada vez maiores de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera podem afetar todo o regime de chuvas no planeta.
Segundo os resultados, as regiões úmidas do planeta, principalmente as que se localizam no Oceano Pacífico e nas regiões de monções da Ásia, devem ver um aumento na precipitação intensa; enquanto as áreas áridas localizadas mais longe dos trópicos devem se tornar ainda mais secas. "Em resposta ao aquecimento, o ciclo global da água passa por uma competição gigantesca pela umidade, resultando em um padrão de aumento nas chuvas pesadas, diminuição das chuvas moderadas, e secas prolongadas em certas regiões", afirma William Lau, pesquisador do Centro de Voos Espaciais Goddard, da Nasa, e autor do estudo, que foi aceito para publicação na revista Geophysical Research Letters.

O modelo projetado pelos cientistas prevê que, para cada aumento de um grau Fahrenheit (cerca de 0,56 grau Celsius), a queda de chuva pesada deve aumentar globalmente em 3,9%, enquanto a de chuva leve deve aumentar 1%. No entanto, a quantidade total de chuva no planeta não vai mudar, pois a chuva moderada deve diminuir em 1,4%. Segundo os cientistas, um período de chuva pesada é definido como o mês em que cai, em média, 0,889 centímetros de chuva por dia. O período de chuva leve é aquele que recebe 0,025 centímetros por dia, e o de chuva moderada é aquele que recebe entre 0,102 e 0,229 centímetros.



Tempestades e secas — As áreas que devem ter o maior aumento na quantidade de chuvas pesadas são as regiões próximas ao Equador, principalmente no Oceano Pacífico e nas regiões de monções no sudeste asiático. Enquanto isso, algumas regiões fora dos trópicos vão passar a receber menos chuvas — algumas passando por longos períodos sem nenhuma precipitação. Segundo os modelos climáticos analisados, para cada um grau Fahrenheit de aquecimento, a duração dos períodos de seca deve aumentar, globalmente, em 2,6%.
No Hemisfério Norte, as principais áreas a serem atingidas pela seca incluem os desertos e regiões áridas dos Estados Unidos, México, Norte da África, Oriente Médio, Paquistão e Noroeste da China. No Hemisfério Sul, as secas se tornarão mais comuns na África do Sul, no Noroeste da Austrália e Nordeste do Brasil.
Segundos os cientistas da Nasa, os eventos que terão maior impacto na sociedade serão a diminuição nas chuvas moderadas e as secas, uma vez que devem acontecer em regiões habitadas por muitas pessoas. "Ironicamente, as regiões que irão começar a ter maiores quedas de chuva deverão sofrer um impacto menor, pois, excetuando-se as regiões de monções na Ásia, se encontram sobre oceanos", diz William Lau.
Os pesquisadores basearam sua análise em simulações de períodos de 140 anos realizadas a partir de 14 modelos climáticos. A simulação começa com concentrações de CO2 de cerca de 280 partes por milhão — similar aos níveis pré-industriais e bem abaixo das 400 partes por milhão vistas hoje em dia — e aumentou o valor em 1% ao ano. Essa taxa de crescimento no concentração de CO2 é consistente com a projetada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).




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Relatório em andamento do Painel Intergovernamental da Mudança Climática alarma o secretário-geral Ban Ki-moon, que conclama países ricos e pobres a se unir na busca de soluções

Chefe da ONU diz que ritmo da mudança climática é "alarmante"

por Brett Young, Reuters publicado , última modificação 27/05/2009 10:26 © 2009 Thomson Reuters.
 
Planetas
Sem medidas urgentes para conter aquecimento global, urgentes medidas seguem necessárias para conter o aquecimento global
Helsinque (Reuters) - O impacto da mudança climática está acelerando em um ritmo "alarmante" e medidas urgentes devem ser tomadas, disse nesta quarta-feira (27) o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
"O que é assustador é que os cientistas estão agora revendo suas previsões, reconhecendo que o impacto da mudança climática está acelerando em um ritmo muito mais rápido", disse Ban, referindo-se ao novo relatório que está em andamento do Painel Intergovernamental da Mudança Climática.
"Isso é muito sério e alarmante. É por isso que eu tenho pedido que se nós tomarmos qualquer ação, devemos agir agora, não importa de onde você venha. Países ricos e pobres, nós devemos resolver essa questão juntos", disse Ban.
O pedido por urgência feito pelo chefe da ONU repete seu discurso em uma conferência de negócios no último fim de semana na Dinamarca. Líder mundiais se encontraram em Copenhague para discutir políticas climáticas de longo prazo, antes de uma conferência da ONU em dezembro com o objetivo de formalizar um novo acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.


EUA devem aprovar lei sobre mudança climática

por Tom Doggett, Reuters publicado , última modificação 20/05/2009 18:38 © 2009
 
Washington (Reuters) - Os democratas do Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados contam com um número suficiente de votos para aprovar uma legislação histórica a fim de impor limites e reduzir as emissões de gases-estufa nos Estados Unidos, de acordo com uma pesquisa da Reuters com deputados que integram o conselho.
A legislação, que os líderes democratas pretendem colocar em votação no comitê esta semana, cortaria os gases que provocam o efeito estufa até 17 por cento abaixo dos níveis de 2005 até 2020.
O ponto principal da legislação é um sistema de limitação e comercialização ("cap and trade") que gradativamente reduziria a quantidade de gases-estufa provenientes de fábricas, siderúrgicas, refinarias de petróleo e outras empresas ao exigir licenças para as emissões.
Dos 59 membros do comitê da Câmara, a Reuters verificou que 30 deputados, todos democratas, votariam pelo "sim" ou tendiam a apoiar o projeto de lei. O resultado da pesquisa foi baseado em declarações dos próprios deputados ou de assessores.
Há 36 democratas e 23 republicanos no comitê.

O principal republicano integrante do painel, o deputado Joe Barton, deixou subentendido que todos os membros republicanos do comitê votariam contra o projeto. Mas ao menos um, a deputada Mary Bono Mack, da Califórnia, poderá apoiar o projeto. Ela é um "possível sim e um possível não", de acordo com um assessor. A Reuters não pesquisou outros membros republicanos do comitê.
Seis membros democratas do comitê pesquisados pela Reuters manifestaram preocupação com o projeto, demonstraram pouco apoio à medida ou permaneciam indecisos. São eles: John Barrow, da Geórgia; Eliot Engel, de New York; Jim Matheson, de Utah; Charlie Melancon, da Louisiana; Mike Ross, do Arkansas; e Zack Space, de Ohio.



29 de abril de 2013 - atualizado as 17:00

Amazônia ameaçada de enfrentar maior seca dos últimos 50 anos, em 2013

Alerta é do meteorologista Davi Friale. Estiagem pode superar seca histórica de 2005, caso volume de chuvas não aumente na região.

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Anne Moura - jornalismo@portalamazonia.com
A marca do Rio Acre, na manhã de segunda-feira (29), era de 3,9 metros. Foto: Sergio Vale/Secom
A marca do Rio Acre, na manhã de segunda-feira (29), era de 3,9 metros. Foto: Sergio Vale/ Secom
RIO BRANCO – Há apenas um mês, o nível do Rio Acre, em Rio Branco, chegou à marca de 15,33 metros e desabrigou 382 famílias em 13 bairros da capital. Na medição desta segunda-feira, o manancial estava em 3,90 metros – o menor nível das últimas quatro décadas para esta época do ano. O cenário pode apontar para a maior seca que a Amazônia Ocidental já viveu, nos últimos 50 anos. O alerta é do meteorologista Davi Friale.
Para o mês de abril, a média histórica do rio Acre é de 9,8 metros e, segundo o secretário de Meio Ambiente do Acre, Edegard de Deus, a perspectiva é do rio baixar mais. “A preocupação gira em torno, ainda, da baixa quantidade de chuvas. A média histórica para o mês é de 186 milímetros e, até agora, estamos com 74 milímetros”.
O Rio Acre alcançou seu menor nível em setembro de 2011, com 1,55 metro.
Em entrevista exclusiva ao portalamazonia.com, o pesquisador Davi Friale contou que a atual situação é um clico climático natural da região que depende, principalmente, da atividade solar. “O Sol tem vários ciclos de atividades com altas, médias ou baixas emissões de radiação. Estas radiações afetam diretamente o clima da Terra e, por isso, a cada 60 anos, ocorrem eventos extremos em toda a atmosfera”, explicou.
Segundo Friale, uma forte massa de ar seco, impulsionada por pressões atmosféricas altas localizadas no centro-norte da Argentina, deixou o tempo seco e ensolarado na primeira quinzena de abril. “Por conta do resfriamento global que começa a ganhar força, poderosas massas de ar seco começam a se formar e se instalar em vários pontos do planeta e, como consequência das chuvas que caíram nos últimos meses, a umidade do ar baixou em várias regiões”.
Caso não ocorra nenhuma alteração meteorológica, o Acre e toda a Amazônia Ocidental poderão enfrentar a maior seca dos últimos 50 anos, ainda em 2013. “A grande seca de 2005 foi prevista e amplamente anunciada ainda no mês de abril, só que com menor intensidade”, reiterou.
As previsões do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para o mês de maio são pouco animadoras. De acordo com o secretário Edegard de Deus, o problema ainda não deve ser resolvido. “As previsões são de quase nenhuma chuva no mês de maio, no máximo, chuvas esparsas”, revelou.
Friale explicou que, ainda na primeira quinzena de maio, uma forte frente fria deve chegar ao Acre e, logo em seguida, uma intensa massa de ar seco que deve deixar os dias ensolarados por um bom tempo. “É bom ficar atento, já que as condições meteorológicas atuais indicam que uma seca severa poderá atingir o Acre e as regiões próximas”, finalizou.
Medidas do Governo
Segundo Edegard de Deus, o executivo estadual planeja medidas para amenizar a forte estiagem caso as previsão aconteçam. “A seca aumenta os focos de calor. Temos que conscientizar a população para que, por exemplo, não faça queimadas e economize a água”, comentou.
Dados do Inpe, do início do ano até a última quinta-feira (25), houve 92 focos de calor no Acre – 49 apenas em abril. A maior parte dos focos está localizada na região oeste do Acre, na cidade de Tarauacá e em Envira, no Amazonas.
Foto: Reprodução/Shutterstock

FRENTE FRIA CHEGA AO MATO GROSSO DO SUL E PARANÁ

  DO CLIMATEMPO

Frente fria muda o tempo em Mato Grosso do Sul

4 de maio de 2013 às 08:58 por Josélia Pegorim




Uma frente fria avança sobre o Paraguai e sobre o Sul do Brasil e até a noite deste sábado começa a mudar o tempo no sul e oeste de Mato Grosso do Sul. Nestas áreas de fronteira com o Paraguai, há  previsão de pancadas de chuva já a partir da tarde. Em Campo Grande e nas outras regiões de Mato Grosso do Sul, o tempo continua seco e muito quente.





Mas a nova frente fria entra com força no domingo e vira tempo em todo o estado, com chuva e forte queda da temperatura. Uma intensa onda de frio está chegando ao centro-sul do Brasil.

A população de Mato Grosso do Sul deve se preparar para o frio intenso na semana que vem, com madrugadas e início de manhã gelados. O frio vai bater recorde. O sul do estado deve ter temperaturas abaixo dos 10ºC. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a menor temperatura deste ano na capital, Campo Grande, foi de 13ºC, em 20 de abril.



Frio em Mato Grosso

A forte massa polar que chega ao Brasil nos próximos dias vai atingir com força também o Mato Grosso, provocando acentuada queda da temperatura a partir de quarta-feira. Há previsão de novos recordes de frio para 2013. Em Cuiabá,  capital de Mato Grosso, a menor temperatura do ano até agora foi de 18,4ºC, em 25 de abril.


Temporal no Amazonas

4 de maio de 2013 às 10:54 por Josélia Pegorim
Nuvens muito carregadas passar, sobre São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas, provocando chuva torrencial. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou quase102 mm de chuva acumulados em apenas entre 3h da  madrugada e 10 h da manhã.

Chuvas moderadas a fortes vão continuar ocorrer sobre o Amazonas nos próximos dias elevando ainda mais o nível dos rios. É época da cheia dos rios e as águas invadem as cidades.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

FORTE FRENTE FRIA SOBRE O RIO GRANDE DO SUL

Imagem das 15h de 03.05.2013, mostra a Frente Fria cruzando o Rio Grande do Sul com chuvas e trovoadas.

 Descargas Elétricas sobre o Rio Grande do Sul às 15h de 03.05.2013:



 DO CLIMATEMPO

Chuva forte no Rio Grande do Sul

3 de maio de 2013 às 12:37 por Vitor
Áreas de instabilidade associadas ao deslocamento de uma frente fria sobre o Rio Grande do Sul nesta sexta-feira provocam chuva forte em algumas cidades do sul gaúcho. Segundo as estações automáticas do INMet, até as 12 horas, em Santana do Livramento, já choveu 29mm. Em Uruguaiana, por enquanto, já choveu cerca de 28mm. Em Quaraí e Dom Pedrito, choveu cerca de 23mm.

Enquanto grande parte do sul ainda predomina o tempo seco, o sul do Rio Grande do Sul tem chuva devido ao avanço da frente fria.





 

Nevoeiro no centro-sul do Brasil

3 de maio de 2013 às 08:57 por Josélia Pegorim
Várias áreas no centro-sul do Brasil amanheceram encobertas por uma densa neblina, que escondeu o sol e deixou a visibilidade em estradas e aeroporto bastante prejudicada.

O fenômeno é comum nesta época, especialmente por causa do resfriamento mais acentuado que se observada nas noites de outono/inverno. Mas a formação da neblina nesta sexta-feira foi associada principalmente à presença de um forte sistema de alta pressão em níveis médios/altos da atmosfera, mais ou menos em torno dos 5000 metros de altura. O centro deste sistema passa entre São Paulo e Paraná na manhã desta sexta-feira. A alta pressão faz com que o movimento do ar seja de cima para baixo, o que traz o ar frio dos níveis elevados para a superfície.  Este movimento também inibe a formação das nuvens. A falta de  nuvens à noite ajuda a esfriar ainda mais o ar. O resfriamento condensa a umidade que está perto do solo e só ocorre a formação do nevoeiro, que é popularmente chamado de neblina.

Neste sábado, ainda poderemos ter neblina em algumas áreas do Sudeste. Mas na semana que vem, o risco de fortes nevoeiros será grande porque vai esfriar bastante, com a entrada de uma forte massa de ar polar sobre o centro-sul do Brasil.

Neblina em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre complica o tráfego aéreo.

Em São Paulo, a densa névoa da noite de quinta-feira se transformou em neblina na madrugada e o aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, amanheceu com visibilidade de 500 m, às 6h. Às 8 horas, a neblina já havia se dissipado e a visibilidade aumentou para 2500 m.  No aeroporto de Congonhas, na zona sul paulistana, a névoa foi muito forte ao amanhecer e a visibilidade ficou restrita aos 1000 m, às 5h20. Às 8h, a visibilidade aumentou para 300 m.

No Sul do país, na Grande Curitiba, um denso nevoeiro encobriu a região. O aeroporto Afonso Pena registrou a formação da neblina às 22h42 na noite de quinta-feira e à 1h30 da madrugada de sexta-feira , a visibilidade era de apenas 200 m. O nevoeiro (nome técnico da neblina) persistiu por toda a madrugada e às 8h da manhã, a visibilidade ainda era de 200 m. No aeroporto de Bacacheri, a visibilidade ficou praticamente nula , às 7 h da manhã desta sexta-feira.

Na Grande Porto Alegre, por volta de 4h da madrugada desta sexta-feira, um denso nevoeiro se formou também na capital gaúcha. No aeroporto Salgado Filho a visibilidade ficou restrita a 200 m. Na base área de Canoas, o dia amanheceu com apenas 500 m de visibilidade e às 8h a situação era pior, com visibilidade restrita a 100 m.

FRENTE FRIA NO SUL DO BRASIL


 Imagens das 10h de 03.05.2013 mostram a frente fria chegando ao Rio Grande do Sul e sobre o Uruguai.


 Na imagem abaixo, as descargas elétricas(raios) ocorridas entre 10h e 11h de 03.05.2013.





Previsão do tempo

Frente fria deixa o tempo instável no Sul do Brasil

Ar polar que acompanha este sistema provoca queda de temperatura na madrugada, informa a Climatempo
02/05/13 às 15:08 Redação Bem Paraná
 
Nesta quinta-feira (02), a aproximação de uma frente fria espalha muitas áreas de instabilidade sobre parte do Sul. Na fronteira com o Uruguai, o predomínio é de muitas nuvens intercalando aberturas de sol. De acordo com a Climatempo, há risco de chuva forte acompanhada de queda de raios na região. Pelo interior do Rio Grande do Sul e em Porto Alegre, durante o dia o sol aparece sempre entre nuvens e a noite, pode garoar. Nas demais áreas da região, o ar seco predomina e não chove.

Amanhã (03), outra frente fria se forma entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul e mantém as condições de tempo instável em todo o Estado. Em Bagé, Rio Grande e Uruguaiana, o céu fica nublado com chuva o dia todo. Há risco de chuva forte acompanhada de queda de raios. Em Santa Maria e em Porto Alegre, o predomínio é de muitas nuvens intercalando aberturas de sol e a chuva acontece a qualquer hora. Na cidade de São Luiz Gonzaga, o sol aparece forte e as pancadas ocorrem de forma isolada a partir da tarde. Nas demais áreas, não há previsão de chuva.

No sábado (04), o avanço deste sistema aumenta a instabilidade sobre parte da região e deixa a temperatura amena em todo o Estado gaúcho. Em Passo Fundo e na capital, o céu fica nublado com chuva durante todo o dia. Há risco de chuva forte com possibilidade de queda de raios. Em Santa Maria e em São Luiz Gonzaga, o dia começa com chuva forte, mas diminui ao longo do dia. Em Chapecó, Campos Novos e em Foz do Iguaçu, apesar da grande quantidade de nuvens, o sol aparece fraco e chove a qualquer hora do dia. No Vale do Itajaí e em Florianópolis, o sol aparece mais forte e as pancadas estão previstas a partir da tarde. Na fronteira com o Uruguai, o dia amanhece com garoa e a partir da tarde o sol aparece entre nuvens e não chove. No centro-norte do Paraná, o tempo segue quente e seco.

No domingo (05), o tempo fica instável com possibilidade de chuva forte a qualquer hora em Florianópolis, Vale do Itajaí (SC) e no Paraná. Em Foz do Iguaçu, o dia começa com chuva forte e diminui ao longo do dia. Até a noite, pode garoar. No norte gaúcho, áreas de serra, em Campos Novos e Chapecó, o dia amanhece nublado com garoa, mas a partir da tarde a chuva diminui e a nebulosidade persiste. Faz frio durante a madrugada, principalmente nas áreas de serra gaúcha e catarinense. No centro-sul gaúcho, inclusive em Porto Alegre, uma massa de ar seco de origem polar ganha força. O sol volta a aparecer com mais força e não chove.

MUDANÇA CLIMÁTICA


29/04/2013 07h35 - Atualizado em 29/04/2013 07h35

China lidera ações de combate à mudança climática, aponta estudo

No entanto, país ainda enfrenta graves problemas como a poluição.
EUA também lideram ações; crise econômica ajudou a baixar emissões.

Do G1, em São Paulo

A Agência espacial americana (Nasa) divulga imagem de satélite que mostram a névoa espessa de poluição que cobre Pequim, capital da China, que tem registrado desde o fim da última semana níveis perigosos para a saúde de contaminação. (Foto: Reuters/Nasa/Terra - Modis) 
A Agência espacial americana (Nasa) divulga imagem de satélite que mostram a névoa espessa de poluição que cobre Pequim, capital da China, no início do ano. Estudo aponta que o país se tornou protagonista no combate às mudanças climáticas (Foto: Reuters/Nasa/Terra - Modis)
 
A China está rapidamente assumindo um papel de liderança global frente às mudanças climáticas, protagonismo que é dividido com os Estados Unidos, revela um estudo publicado nesta segunda-feira (29), o qual alertou que as emissões globais de gases de efeito estufa continuam a crescer com força.
O informe da Comissão do Clima, uma organização independente sediada na Austrália, intitulado "A década crítica: ação internacional contra as mudanças climáticas" oferece um panorama geral das ações empreendidas nos últimos nove meses.
O documento é divulgado ao mesmo tempo em que inicia uma nova rodada de negociações climáticas da Organização das Nações Unidas, em Bonn, sobre como estimular as ações contra esse processo que já dura duas décadas, tem sido marcado por disputas processuais e defesa de interesses nacionais.
Segundo a agência France Presse, o estudo revelou que todas as grandes economias do mundo têm políticas em andamento para abordar a questão, mas que a China assume um papel de liderança ao fortalecer suas respostas, 'dando passos ambiciosos para inserir as energias renováveis à sua matriz'.
'"A China está acelerando as ações", afirmou Tim Flannery, co-autor do estudo e figura chave da Comissão do Clima, que reúne cientistas internacionalmente reconhecidos, assim como líderes políticos e de negócios.
"Depois de anos de um forte crescimento do uso do carvão, ele começou a se estabilizar. Estão começando a colocar em andamento sete esquemas de comércio de emissões, que cobrirão 250 milhões de pessoas", afirmou.
Apesar das ações, desde o começo do ano as grandes cidades do país, como Pequim e Xangai, sofrem constantemente com névoas densas de poluição. O governo precisou intervir e anunciou em janeiro que iria divulgar novas regras sobre como a capital da China deve reagir à perigosa poluição do ar.
As regras vão formalizar medidas pontuais tomadas anteriormente, incluindo o fechamento de fábricas, corte na queima de carvão e a proibição de certas classes de veículos nas estradas nos dias em que a poluição atingir níveis inaceitáveis.
Parceria
O estudo acrescentou que a China, que este mês concordou em trabalhar com os Estados Unidos para fazer frente ao aquecimento global, quer "posicionar os dois países na liderança mundial em energias renováveis". "Qualquer que seja a razão, os resultados falam por si. A China está rapidamente movendo-se rumo ao topo da liderança no que diz respeito às mudanças climáticas", afirmou Flannery.

Segundo o estudo, só em 2012 a China investiu US$ 65,1 bilhões em energias limpas, 20% mais que em 2011, um feito comparação com outros países e que representou 30% de todos os investimentos dos membros do G20 no ano passado.
O informe apontou ainda que a capacidade elétrica chinesa a partir da energia solar se expandiu 75% no ano passado, enquanto o volume de eletricidade gerada a partir do vento em 2012 foi 36% maior do que em 2011.
Os Estados Unidos, que ao lado da China produzem 37% das emissões mundiais de gases estufa, também fortaleceram significativamente sua resposta às mudanças climáticas, investindo US$35,6 bilhões em energias renováveis no ano passado, sendo superados apenas por Pequim.
Crise econômica "ajudou" a frear emissões
O informe destacou que o impacto do declínio econômico e a mudança progressiva do carvão para o gás manteve Washington no caminho de alcançar suas metas de redução de emissões em 17% em 2020 com base nos níveis de 2005.

"Foram estabelecidos importantes alicerces que são propensos a ter um impacto duradouro nas próximas décadas", acrescentou, apontando para a Califórnia, a nona maior economia do mundo, e que inicia um esquema de comércio de emissões em janeiro.
Mais da metade dos Estados americanos agora tem políticas para encorajar o uso das energias renováveis. Além de China e Estados Unidos, atualmente 98 países assumiram compromissos para limitar suas emissões.
"A energia renovável aumenta em todo o mundo, com a capacidade solar crescendo 42% e eólica, 21% em apenas um ano", disse Flannery. "Com tanto dinamismo global, esta é claramente o início da era da energia limpa", emendou. Mas apesar dos avanços, o informe alertou que as ações ainda não são suficientes. "As emissões continuam a crescer.


 
atualizado às 10h22

Desaceleração do aquecimento global intriga cientistas

Elevação das temperaturas passou a desacelerar a partir do ano 2000; cientistas preveem novo aumento do aquecimento nos próximos anos

Cientistas estão em dificuldades para explicar uma desaceleração do aquecimento global que expôs lacunas no seu conhecimento, e buscam entender as causas para determinar se esse alívio será breve ou se o fenômeno é duradouro.

A maioria dos modelos climáticos, geralmente focados em tendências que duram séculos, foi incapaz de prever que a elevação das temperaturas iria se desacelerar a partir do ano 2000, aproximadamente. Isso é crucial para o planejamento em curto e médio prazo de governos e empresas em setores tão díspares quanto energia, construção, agricultura e seguros. Muitos cientistas preveem um novo aumento do aquecimento nos próximos anos.

Uma das teorias para explicar essa pausa diz que os oceanos teriam absorvido mais calor pelo fato de sua superfície ficar mais fria do que se esperava. Outras especulam que a poluição industrial da Ásia ou nuvens estariam bloqueando o calor do sol, ou então que os gases do efeito estufa retêm menos calor do que se acreditava.

A mudança pode também decorrer de um declínio já observado na presença de vapor de água (que absorve calor) na alta atmosfera, por razões desconhecidas. Os cientistas dizem que pode estar ocorrendo uma combinação de vários fatores, ou variações naturais ainda desconhecidas.

O fraco crescimento econômico mundial e a redução na tendência de aquecimento global estão afetando a disposição dos governos para fazerem uma rápida transição dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, o que exige bilhões de dólares. Quase 200 governos já concordaram em definir até 2015 um plano para combater o aquecimento global.

"O sistema climático não é tão simples quanto as pessoas acham", disse o estatístico dinamarquês Bjon Lomborg, autor do livro O Ambientalista Cético. Ele estima que um aquecimento moderado seria benéfico para as lavouras e para a saúde humana.
Usinas emitem vapor no Reino Unido: eliminação de fontes de poluição pode reduzir o aquecimento Foto: Getty Images
Usinas emitem vapor no Reino Unido: eliminação de fontes de poluição pode reduzir o aquecimento
Foto: Getty Images

O químico sueco Svante Arrhenius mostrou pela primeira vez na década de 1890 como as emissões de dióxido de carbono a partir do carvão, por exemplo, prendem o calor na atmosfera. Muitos dos efeitos exatos ainda são desconhecidos.

As emissões de gases do efeito estufa atingiram níveis recordes repetidamente com um crescimento anual de cerca de 3% na maior parte da década até 2010, em parte alimentada por aumentos na China e na Índia. Emissões mundiais foram 75% maiores em 2010 do que em 1970, segundo dados da ONU.

Um rápido aumento das temperaturas globais nos anos 1980 e 1990 - quando as leis de ar limpo em países desenvolvidos reduziram a poluição e deixaram o sol mais forte na superfície da Terra - serviu como um argumento convincente de que as emissões de gases do efeito estufa eram culpadas pelo aquecimento.

O painel de especialistas sobre clima da ONU (IPCC) vai procurar explicar a pausa atual no aquecimento em um relatório que será divulgado em três partes a partir de final de 2013, com o objetivo de servir como um roteiro científico principal para os governos na mudança de combustíveis fósseis para as energias renováveis, como a energia solar ou eólica.


REVISTA VEJA
29/04/2013 - 14:34

Plantas "reagem" ao aquecimento global e lançam gases que ajudam a moderar a temperatura

Pesquisadores comprovam que o aumento nas temperaturas do planeta faz com que as plantas emitam mais gases na atmosfera, contribuindo para combater o aquecimento global. Efeito, porém, é limitado

Cipó sobe pelo tronco de uma árvore em Barro Colorado, no Panamá. Cada vez mais, dizem pesquisas, os cipós estão crescendo e derrubando árvores nas florestas tropicais
Ao emitir grandes quantidades de gases em direção à atmosfera, as plantas podem ajudar a diminuir em até 30% o aquecimento nas regiões florestais. O efeito em escala global, no entanto, é muito pequeno (The New York Times)
Os cientistas já previam que as temperaturas cada vez mais altas ao redor do globo poderiam fazer com que as plantas liberassem uma quantidade maior de gases, aumentando a formação de nuvens e esfriando a atmosfera. Eles só não sabiam qual era o tamanho exato desse efeito na compensação do aquecimento global. Um novo estudo publicado neste domingo na revista Nature Geoscience mostra que o vapor emitido pelas plantas realmente contribui para diminuir as temperaturas, mas de forma pouco intensa em escala global. O efeito é mais forte em regiões próximas a grandes florestas e distantes das cidades. "As plantas, ao reagir com as mudanças na temperatura, passam também a moderá-las", diz Pauli Paasonen, pesquisador da Universidade de Helsinque, na Finlândia, e autor do estudo.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Warming-induced increase in aerosol number concentration likely to moderate climate change

Onde foi divulgada: periódico Nature Geoscience

Quem fez: Pauli Paasonen, Ari Asmi, Tuukka Petäjä, Maija K. Kajos, Mikko Äijälä, Thomas Holst, Jonathan P. D. Abbatt, Almut Arneth, Wolfram Birmili

Instituição: Universidade de Helsinque, na Finlândia

Dados de amostragem: Dados coletados em 11 localidades ao redor do mundo

Resultado: Os pesquisadores mostraram que a emissão de gases pelas plantas pode moderar os efeitos do aquecimento global. Em escala global, no entanto, o efeito é pequeno, contribuindo para reduzir em menos de 1% o aquecimento do planeta
Pesquisa anteriores já haviam mostrado que algumas partículas emitidas na atmosfera — chamadas aerossóis — podem esfriar o clima na Terra ao refletir a luz solar e ao contribuir para a formação de nuvens, que refletem a luz de modo ainda mais eficiente. Os efeitos dos aerossóis emitidos pelas plantas, no entanto, ainda não haviam sido completamente entendidos. Os pesquisadores sabiam que eles poderiam reagir com outros aerossóis na atmosfera, criando partículas maiores e mais refletivas, mas não conseguiam provar sua existência em larga escala.
Na pesquisa atual, os cientistas coletaram dados de onze locais diferentes ao redor do mundo, medindo a concentração de aerossóis no ar, a emissão de gases pelas plantas, a temperatura e até a camada onde os gases reagem com as partículas na atmosfera. Como resultado, eles mostraram que esses gases realmente ajudam a diminuir as temperaturas no longo prazo e em escalas continentais — um efeito que é conhecido como feedback negativo. 


Segundo o estudo, o efeito desse aumento na emissão de gases é pequeno em escala planetária, evitando apenas 1% do aquecimento global. Em escalas regionais, o efeito observado é maior, com redução de até 30% do aquecimento em áreas rurais e próximas às florestas. "Isso não nos salva do aumento nas temperaturas do planeta. O efeito dos aerossóis no clima é uma das grandes incertezas nos modelos climáticos. Entender esse mecanismo pode ajudar a reduzir essas incertezas e a fazer modelos melhores", diz Paasonen.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

CHUVAS NO BRASIL




 
01/05/2013 17h06 - Atualizado em 01/05/2013 17h06

Ressaca do mar e chuvas fazem calçada ceder na orla de João Pessoa

Maré chegou a 2,5 m na segunda-feira (29).
Prefeitura informou que a demanda foi repassada para a secretaria.

Do G1 PB

Uma parte do piso do Largo da Gameleira, localizado na orla de João Pessoa ao lado do Hotel Tambaú, cedeu devido às chuvas e altas marés dos últimos dias no litoral paraibano. Na segunda-feira (29), a maré chegou a 2.5m às 6h43. Nesta quarta (1º), a maior maré foi de 2.2m, às 8h42. Por meio das redes sociais, a Prefeitura de João Pessoa informou que a demanda já foi repassada para a secretaria responsável (Foto: Krystine Carneiro/G1)Uma parte do piso do Largo da Gameleira, localizado na orla de João Pessoa ao lado do Hotel Tambaú, cedeu devido às chuvas e altas marés dos últimos dias no litoral paraibano. Na segunda-feira (29), a maré chegou a 2,5m às 6h43. Nesta quarta (1º), a maior maré foi de 2,2m, às 8h42. Por meio das redes sociais, a Prefeitura de João Pessoa informou que a demanda já foi repassada para a secretaria responsável (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Na orla da Praia de Manaíra, o piso da calçadinha também está quebrado. O problema foi encontrado onde fica uma desembocadura de galeria de águas pluviais. O banco do local, no entanto, não cedeu (Foto: Krystine Carneiro/G1)Na orla da Praia de Manaíra, o piso da calçadinha também está quebrado. O problema foi encontrado onde fica uma desembocadura de galeria de águas pluviais. O banco do local, no entanto, não cedeu (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Água armazenada nos últimos meses, porém, é quase o dobro da época do racionamento

G1 02 Mai de 2013 - 15:20

Foto: Estadão Conteúdo - Arquivo

As chuvas dos últimos dois meses melhoraram a situação dos reservatórios das hidrelétricas do país, mas não foram suficientes para impedir que eles chegassem ao fim do período chuvoso com o nível mais baixo desde 2001, ano em que o governo brasileiro decretou o racionamento de energia.
De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as represas de hidrelétricas do sistema Sudeste/Centro-Oeste, responsáveis por 70% da energia que abastece o Brasil, chegaram ao final de abril (dia 30) com 62,4% de armazenamento de água.
Apesar de ser o nível mais baixo dos últimos 12 anos, ele é quase o dobro do registrado em abril de 2001, pouco antes do início do racionamento, quando os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste tinham apenas 32,18% da água que eram capazes de armazenar.
Entretanto, o nível do final de abril de 2013 é 18% mais baixo que o verificado na mesma época do ano passado (76,09%). Desde 2003, os reservatórios daquele sistema não chegavam ao início do período seco, quando as chuvas diminuem na maior parte do país, com volume de água abaixo de 70%.
O sistema Nordeste, segundo mais importante do país, chegou ao dia 30 de abril em situação mais complicada: o nível médio das represas era de 48,8%, bem mais próximo ao registrado na região em 2001 (33,13%).
Nós últimos meses, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, veio a público negar o risco de novo racionamento ou falta de energia no país em 2013 ou em 2014, ano em que o Brasil sedia a Copa. No mês passado, o ministro convocou entrevista para rebater reportagens e criticou o “tom alarmista” adotado pela imprensa na cobertura desse assunto.
Termelétricas
Por conta do baixo nível dos reservatórios, desde outubro de 2012 o Brasil mantém todas as usinas termelétricas disponíveis funcionando. No dia 30 de abril, elas eram responsáveis por gerar 11.347 MW médios, 18,31% de toda a energia produzida no país.
O governo aguardava a situação dos reservatórios ao fim do período chuvoso para definir se as térmicas permanecem ligadas pelo restante do ano ou não. Isso deve ser decidido na próxima reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), na semana que vem.
O problema de manter as termelétricas ligadas por mais tempo é que o preço da energia sobe. Essas usinas usam combustível, como carvão, gás e óleo, e o custo acaba sendo pago pelos consumidores. Neste ano, essa conta já supera os R$ 2 bilhões.
No início de 2013, o governo adotou medidas para reduzir o impacto do uso das térmicas na conta de luz. Uma delas foi socorrer as distribuidoras de energia, que assumem o custo adicional das termelétricas no primeiro momento. Para isso, usou recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo que financia programas do setor.
Além disso, resolveu parcelar, em 5 anos, o repasse dessa conta aos consumidores. E alterou o rateio dessas despesas: reduziu a parcela que recai sobre consumidores residenciais e empresas, e incluiu no custeio os comercializadores e geradores de energia. 
Curva de Aversão a Risco
Independente da decisão que será tomada pelo CMSE na próxima semana, o setor elétrico vai ficar atento ao nível dos reservatórios nos próximos meses. E, mesmo que o governo opte por desligar pelo menos parte das termelétricas, pode ser que elas venham a ser acionadas novamente em novembro.
No final de abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a chamada Curva de Aversão a Risco (CAR) de 2013. Trata-se de um mecanismo que estabelece o nível mínimo dos reservatórios do país para cada mês do ano. De acordo com ele, as represas precisam chegar com 27% de armazenamento ao final de outubro, quando termina o período seco e começa o chuvoso, para que não haja risco de faltar energia no país.
Caso o índice fique abaixo disso, todas as termelétricas disponíveis são obrigatoriamente ligadas para poupar água dos reservatórios e garantir o abastecimento de energia no país no próximo período seco.

Nordeste // Ganho de água

Chuvas aumentam um pouco o nível de açudes e reservatórios do RN

Publicado em 02.05.2013, às 17h30


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Mesmo com as chuvas o volume de água ainda não foi suficiente para normalizar o nível de todos os reservatórios.

Foto: Divulgação

Kívia Soares Do Ne10/Rio Grande do Norte

As chuvas que vêm caindo nos últimos dias em todo o Rio Grande do Norte trouxeram esperança para os sertanejos e agricultores do Estado. No entanto, de acordo com informações da secretaria de Estado de Recursos Hídricos (Semarh), o volume de água ainda não foi suficiente para resolver os efeitos da estiagem. Mesmo assim o órgão diz que as precipitações chegaram a aumentar um pouco o volume das barragens e açudes do Estado. O relatório completo com o nível dos 46 reservatórios potiguares deve ser divulgado em breve pelo órgão.
Dos 46 reservatórios existentes apenas cinco possuem o sistema de medição automática, onde a checagem pode ser feita pelo sistema. Segundo explicou a coordenadora de gestão de recursos hídricos da Semarh, Joana D’arc Medeiros, nos outros é preciso fazer a coleta dos dados presencialmente.
“Hoje não podemos fornecer as informações de todos os reservatórios, pois os técnicos da secretaria ainda estão em campo fazendo esse relatório. Eles vão reavaliar os índices e dentro de 15 dias teremos uma nova leitura mais completa e recente de todos”, disse.
LEIA MAIS:
>> Mesmo com chuvas, açudes permanecem em situação crítica na Paraíba
Mas a coordenadora adianta que um dos reservatórios com informação mais recente e que ganhou água foi a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, entre as cidades de Assu e São Rafael, uma das mais importantes do Estado. Sua capacidade de armazenamento é de 2.400.000.000 m³ cúbicos de água.  No dia 19 de abril o seu volume era de 1.099.320.000 m³, o que representa 45,81% de sua capacidade. Já nessa quarta-feira (1º), o volume atingiu 130.833.333 m³ elevando este número para 47,12%.
Ainda segundo a Semarh, o açude Itans em Caicó, que tem capacidade para 81.750.000 m³ de água, na última medição, no dia 30 de abril, estava com volume em 20.665.000 m³ o que representa 25,28%. No dia 19 de abril, o volume era de 20.562.000m³ , o que corresponde a 25,15%, mostrando pouco recebimento de água.
O reservatório de Santa Cruz, por outro lado, teve um aumento mais significativo do seu volume de água após as últimas chuvas. No dia 19 de abril eram 323.120.250 m³ de água, o que representa 53,88% da capacidade e no dia 30 do mesmo mês, a quantidade já chegava a 333.871.305 m³, o que corresponde a 55,67%.
ABASTECIMENTO - Segundo informações da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), graças às últimas chuvas ocorridas no Alto Oeste. As cidades de Francisco Dantas e Olho D’água dos Borges tiveram seus sistemas de abastecimento reativados após análise na água dos mananciais. O Alto Oeste é a região mais crítica em relação ao desabastecimento das cidades.
As cidades de Antônio Martins, João Dias, Luís Gomes estão sendo abastecidas por carros-pipa há mais de um ano.Essas três especificamente, estavam com os reservatórios completamente secos, mas apesar da quantidade de água, a qualidade do líquido ainda não está no nível ideal para reativar o abastecimento.
Já os municípios de Água Nova, Riacho de Santana e Pilões estavam sendo abastecidos com uma quantidade de água pequena para atender a população,com as últimas chuvas tiveram melhora na vazão, mas ainda não tem plena capacidade. O município de Doutor Severiano também está sem sistema de abastecimento, mas as últimas chuvas têm elevado o nível do açude Merejo.
Boas notícias também para cidades que estavam na iminência de terem a distribuição de água suspensa: São Francisco do Oeste, por exemplo, recebeu água no açude público e saiu da situação crítica. O açude Clidernor Régis de Melo, de Itaú, vem registrando bons níveis no acúmulo de água. Este manancial atende também a cidade de Tabuleiro Grande, além de Itaú.

Imagem das Região Sul de 02.05.2013  das 14h.


 DO CLIMATEMPO

Temporal no sul do Rio Grande do Sul

2 de maio de 2013 às 15:36 por Marcelo Pinheiro
Nuvens muito carregadas associadas à presença de uma frente fria no Uruguai e reforçadas pelo contraste do ar frio desta frente com o ar quente  que está sobre as demais áreas da Região Sul estão espalhadas pelo sul do Rio Grande do Sul nesta tarde de quinta-feira. Já houve registro de temporal na região de Santana do Livramento, com cerca de 53 mm de chuva acumulada em apenas 2 horas (entre 13h e 15h). O radar meteorológico de Santiago, operado pelo Comando da Aeronáutica, mostra núcleos de chuva muito intensa, inclusive com potencial para vento forte e queda de granizo, em pequenas áreas da Campanha Gaúcha. Até a noite desta quinta-feira ainda há risco de temporais com raios e vento forte no sul do Estado.



TEMPESTADE DE AREIA NA ESCÓCIA


BBC Brasil

Motoristas enfrentam tempestade de areia na Escócia

Atualizado em  24 de abril, 2013 - 08:26 (Brasília) 11:26 GMT

Poste em meio à tempestade de areia
Philson comenta que em momentos a visibilidade era quase nula.
Dirigindo para a sua casa na Escócia, na semana passada, Cameron Philson e sua família se viram em um cenário típico de deserto árabe, enfrentando uma tempestade de areia.
Philson, que seguia de Elgin para Lossiemouth, no noroeste da Escócia, comenta que em momentos a visibilidade era quase nula e que teve de dirigir lentamente para evitar a colisão com outros carros.
Algumas vias se tornaram intransitáveis, bloqueadas por mais de 1 metro de areia. Veículos geralmente usados para limpar neve das ruas, foram usados para a limpar a areia.
Embora ocorrências desse tipo serem comuns na área, moradores dizem que nunca viram uma tempestade com a intensidade da ocorrida na semana passada.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

INSTABILIDADES NA REGIÃO SUL DO BRASIL

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Forte instabilidade no noroeste do Rio Grande do Sul que se espalha pela Região.



 Esta instabilidade tem descargas elétricas como se vê na imagem abaixo.





01/05/2013 07h42 - Atualizado em 01/05/2013 07h42

Chove em parte do RS nesta quarta, mas tarde terá temperaturas altas

Máximas podem alcançar os 30°C em algumas regiões, segundo o Inmet.
Chuva e trovoadas atingem áreas do Oeste e Noroeste do estado.

Do G1 RS

O feriado de 1º de Maio será de tempo parcialmente nublado no Rio Grande do Sul, e com chuva em áreas do Oeste e do Noroeste do estado, conforme previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O clima, no entanto, ficará abafado na maioria das regiões. As máximas previstas para esta quarta-feira (1) podem chegar aos 30°C.
Na terça-feira (30), segundo o Inmet, a máxima no estado foi registrada em Campo Bom, no Vale do Sinos, com 29°C. Já em Porto Alegre fez 26,9°C.
Em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, chovia desde as 3h desta madrugada. Nuvens carregadas tomam o céu do município. No entanto, é por lá que deve fazer mais calor, assim como em Santa Rosa. No decorrer do dia a chuva avança para outras áreas.
Na quinta-feira (2) a instabilidade permanece, e se espalha pelo estado, mas a chuva deve parar no Noroeste. Há possibilidade de chuva forte em áreas isoladas do Centro e do Sul. Na sexta-feira (3) a previsão não muda. Nos dois dias as temperaturas máximas devem chegar aos 31°C.


 

Chuvas ficaram pouco acima da média em Abril na Bacia do Rio Jacuí no Rio Grande do Sul, como vemos no gráfico abaixo:

País

Feriado será de sol em quase todo o Sudeste

Portal Terra
Feriado será de sol, sem chuva e com calor à tarde em quase todo o Sudeste. Segundo a Climatempo, no leste de São Paulo, no Rio de Janeiro e na zona da mata de Minas Gerais, a nebulosidade aumenta durante o dia, mas o sol aparece; confira a previsão do tempo para todas as regiões do País:
Sudeste
Quase todo o Sudeste tem um dia com sol, sem chuva e com calor à tarde. No leste de SP, no RJ e na zona da mata de MG, a nebulosidade aumenta durante o dia, mas o sol aparece.
Sul
Áreas de instabilidade espalham nuvens carregadas sobre parte do Sul. O RS, o sul, leste e nordeste de SC têm sol e chuva principalmente à tarde e à noite. O leste do PR tem neblina ao amanhecer, sol e chuva à tarde. Sol forte nas outras áreas.
Centro-Oeste
O ar seco e quente predomina sobre o Centro-Oeste. Quase toda a Região tem mais um dia com muito sol, com tarde quente e seca. Nuvens carregadas crescem no norte e oeste de MT e provocam pancadas de chuva à tarde e à noite.
Nordeste
Tempo instável no litoral do Nordeste, com previsão de chuva moderada a forte e aberturas de sol. Não chove no centro-oeste e sul da BA, no sul do MA e do PI, no sertão do RN, da PB e do CE. As demais áreas da Região têm sol e panadas de chuva.
Norte
O centro-sul do TO tem sol e tempo seco. Sol, com chuva à tarde no sul do AM, do PA, no leste do AC, em RO e no norte de TO. Muitas nuvens, períodos com sol e fortes pancadas de chuva nas outras áreas da Região Norte.

Chuvas um pouco abaixo da média em Abril na bacia do Rio Doce como mostra o gráfico abaixo:



Chuvas ficaram dentro da média na bacia do Rio São Francisco em Abril como mostra o gráfico abaixo:
 
Como 2012 foi um ano de La Niña, as chuvas foram em menor volume.