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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

SUPER TUFÃO VONGFONG EM DIREÇÃO AO JAPÃO



O mais  poderoso tufão em direção ao Japão.

  Imagem visivel do dia 07.10.2014 










Poderoso tufão chega ao sul do Japão provocando grandes danos

04/10/2014 - 09:57
Do Mundo-Nipo
 

O tufão Phanfone (número 18 da temporada) mal chegou ao sul do Japão e já está causando grandes danos. Segundo a emissora pública ‘NHK’, os ventos fortes levados pelo fenômeno deixou o mar agitado em Okinawa, onde uma pessoa desapareceu após ter caído no mar. Além disso, na mesma província, pelo menos 200 casas ficaram sem energia elétrica neste sábado (4).

Tufão Neoguri atinge Okinawa (Foto: Kyodo)
Phanfone é terceiro tufão de grandes proporções que atinge fortemente a ilha de Okinawa apenas em 2014 (Foto: Arquivo/Kyodo)

Segundo a ‘NHK’, na ilha de Daito, em Okinawa, um morador de aproximadamente 50 anos caiu do telhado de sua casa por causa dos fortes ventos e sofreu ferimentos leves, enquanto 15 pessoas tiveram que passar a noite em um abrigo.
Em Yomitan, vila localizada na ilha principal de Okinawa, uma mulher de 50 anos desapareceu depois de cair no mar, que está agitado e com ondas fortes. A polícia está fazendo buscas no local.
Em Tokunoshima, ilha ao sul de Kagoshima, as autoridades emitiram um aviso de preparação de refúgio para todos os 11.514 habitantes.
Às 14h locais deste sábado, foram registrados ventos de 162 km/h no aeroporto da ilha de Daito, e choveu uma quantidade equivalente a 57,5 milímetros em uma hora.
Segundo o último boletim da Agência Meteorológica do Japão (JMA), divulgado às 18h45 locais de sábado (6h45 em Brasília), o tufão Phanfone desloca-se a uma velocidade de 10 km/h em direção norte-noroeste, com ventos sustentados de 180 km/h (50 m/s) e rajadas de até 252 km/h (70 m/s).
Phanfone agora se dirige para a região central do país, que deverá ser atingida por fortes ventos e muita chuva a partir deste domingo. A agência classificou o tufão como “muito forte” e “grande”, sendo o mais poderoso deste ano até agora.
Como se não bastasse, a agência informou na noite de sexta-feira que outro tufão, chamado Vongfong (número 19), formou-se perto das ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, e poderá fazer o mesmo trajeto do tufão Phanfone.
Atualmente, Vongfong se desloca a uma velocidade de 20 km/h em direção oeste-noroeste e tem ventos sustentados de 72 km/h (20 m/s), com rajadas de até 108 km/h (30 m/s), e sua trajetória sugeri que ele atinja Okinawa na próxima semana.
Phanfone é o terceiro tufão de grandes proporções que atinge fortemente a ilha de Okinawa apenas neste ano. Antes dele, a província recebeu o tufão Neoguri, em julho, e o tufão Halong, em agosto, ambos deixaram vários mortos e centenas de feridos na ilha que é localizada no extremo sul do Japão.
(Com informações da revista online Alternativa.jp e NHK News)









sábado, 4 de outubro de 2014

FURACÃO SIMON NO MÉXICO




Imagem do dia 04.10.2014 








Last Updated04/10/2014, 06:00:00 (Hora oficial do Brasil)
Location19.5N 112.7W MovementWNW at 12 mph
Wind140KPH Pressure: 981 MB


CLIC AQUI NO LINK PARA VER A PREVISÃO DO TUFÃO PHANFONE NO JAPÃO:
http://filosofiaclimatica.blogspot.com.br/2014/10/supertufao-phanfone-em-direcao-ao-japao.html


France Presse 04/10/2014 16h10 - Atualizado em 04/10/2014 16h14

Furacão Simon ameaça costa mexicana do Pacífico

Nesta tarde, furacão se deslocava com rajadas de até 215 km por hora.
Informações são do Serviço Meteorológico Nacional (SMN).

Da France Presse e G1
Furacão se deslocava com rajadas de até 215 km por hora (Foto: AP)Furacão se deslocava com rajadas de até 215 km por hora (Foto: AP)
O furacão Simon ganhou força neste sábado (4) sobre o Pacífico, onde atingiu a categoria dois na escala Saffir-Simpson (1-5) enquanto se dirige para a costa da Baixa Califórnia, no noroeste do México, informou o Serviço Meteorológico Nacional (SMN).
Simón "ganha força rapidamente, agora como furacão da categoria II na escala Saffir-Simpson", destacou o SMN.
Às 15h15 GMT (12h15 Brasília), Simón se deslocava com ventos firmes de 175 km/h e rajadas de até 215 km/h em direção oeste-noroeste, a 500 km a sudoeste do Cabo San Lucas, no estado da Baixa Califórnia Sul.
Segundo o SMN, o furacão "mantém a propagação de nuvens densas sobre o sul da península" da Baixa Califórnia, onde são esperadas fortes chuvas.
Cabos San Lucas, junto a outras localidades do município de Los Cabos, tenta se recuperar da passagem de outro furacão, Odile, que atingiu a região em 14 de setembro passado como fenômeno de categoria 3, deixando seis mortos e elevados danos materiais.

A QUASE IMPREVISÃO DO TEMPO

As mudanças climáticas estão tão rápidas, que os modelos climáticos feitos pelos supercomputadores atuais já não se adaptam a nova realidade.



SCIENTIFIC AMERICAN 
Brasil

Mudança Climática Brusca

Temperaturas que despencam 10ºC no inverno e secas repentinas que fustigam plantações ao redor do globo não são só sensacionalismo cinematográfico. Transformações drásticas desse tipo já aconteceram no passado - às vezes em poucos anos

Richard B. Alley

Alterações repentinas no clima terrestre são inevitáveis
No filme-catástrofe hollywoodiano O dia depois de amanhã, uma tragédia climática de proporções gigantescas pega o mundo de surpresa.Milhões de americanos fogem para o ensolarado México enquanto lobos perseguem as poucas pessoas que se amontoam numa Nova York totalmente congelada. Tornados assolam a Califórnia. Pedras gigantes de granizo despencam sobre Tóquio.

Mudanças climáticas avassaladoras e abruptas do gênero podem mesmo acontecer em um futuro próximo ou trata-se apenas de exagero dos estúdios Fox? A resposta a ambas as questões aparentemente é sim. A maioria dos especialistas em clima acredita que não precisamos temer uma era glacial completa nas próximas décadas. Mas mudanças climáticas repentinas já ocorreram antes e poderiam ocorrer de novo. Na verdade, elas provavelmente sejam inevitáveis.

E também inevitáveis são os desafios que trarão. Ondas de calor podem tornar certas regiões mais hospitaleiras, mas aumentariam o calor já sufocante de outros lugares. Secas graves poderiam tornar estéreis terras que já foram férteis. Essas conseqüências seriam particularmente duras de suportar porque mudanças climáticas que acontecem de repente geralmente persistem por séculos ou até mesmo milênios. De fato, considera-se hoje que o colapso de algumas sociedades antigas - antes atribuído a forças políticas, econômicas e sociais - tenha sido causado principalmente por flutuações rápidas no clima.

O espectro da mudança climática abrupta tem estimulado estudos científicos sérios há mais de uma década, mas só recentemente capturou o interesse dos cineastas, economistas e políticos. Com essa atenção maior vem uma confusão crescente sobre o que dispara esse tipo de mudança e quais seriam suas conseqüências.

Observadores fortuitos poderiam supor que viradas repentinas no clima diminuiriam qualquer efeito do aquecimento global induzido pelo homem, que vem ocorrendo gradualmente. Mas novas evidências indicam que o aquecimento global deveria, mais do que nunca, encabeçar a lista das preocupações: ele poderia facilitar que variações repentinas afetassem o clima da Terra.
É possível que os cientistas nunca tivessem verificado para valer a capacidade de variação do clima terrestre se não fosse por algumas amostras de gelo, extraídas no começo da década de 1990 das calotas glaciais da Groenlândia. Esses cilindros colossais - alguns com três quilômetros de comprimento - preservam um conjunto claro de registros climáticos, que engloba os últimos 110 mil anos. Podem-se distinguir camadas depositadas todos os anos nos cilindros e datá-las usando vários métodos; a composição do gelo, por si só, revela a temperatura em que ele se formou.

Esse trabalho revelou uma longa história de loucas flutuações no clima - longos períodos de frio alternados com breves intervalos de calor. A região central da Groelândia enfrentou quedas de temperatura da ordem de 6oC em poucos anos. Por outro lado, atingiu metade do aquecimento que ocorre desde o pico da última era glacial - mais de 10oC - em uma só década. Esse salto, há cerca de 11.500 anos, equivale a Minneapolis ou Moscou passarem a ter as condições relativamente agradáveis de Atlanta ou Madri.

As amostras de gelo não revelam apenas o que aconteceu na Groenlândia. Também dão pistas sobre a situação no resto do mundo. Alguns pesquisadores conjeturavam que o aquecimento de 10oC ali esteve ligado a um evento que esquentou boa parte do Hemisfério Norte, e que esse episódio aumentou a precipitação naquela área e em muitos outros lugares.

Na Groenlândia, a espessura das camadas de gelo mostrou, de fato, que a quantidade de neve havia dobrado em um ano. Análises de bolhas de ar aprisionadas no gelo corroboraram a previsão de aumento da umidade em outras áreas. Medições da quantidade de metano nas bolhas indicam que esse gás dos pântanos estava entrando na atmosfera 50 vezes mais rápido durante o aquecimento intenso. O metano provavelmente entrou na atmosfera devido ao alagamento dos charcos nos trópicos e seu degelo no norte.

Os cilindros de gelo também ajudaram os cientistas a preencher outras lacunas. Camadas de gelo que aprisionaram poeira da Ásia indicaram a fonte dos ventos mais constantes, por exemplo. Eles provavelmente eram mais calmos nas épocas de calor, porque menos sal marinho e cinzas de vulcões distantes carregados por eles se acumularam no gelo.
Episódios intensos e abruptos de aquecimento aparecem mais de 20 vezes no registro climático do gelo da Groenlândia. Várias centenas ou milhares de anos após o começo de um período de aquecimento típico, o clima revertia para um resfriamento lento, seguido por um resfriamento rápido, em intervalos tão curtos quanto um século. Então, o mesmo padrão se repetia, com outro período de aquecimento, com talvez apenas alguns anos. Durante as condições mais extremas de frio, icebergs chegavam à costa de Portugal. É provável que desafios menores do que esses tenham expulsado os vikings da Groenlândia durante o período frio mais recente, chamado de Pequena Idade do Gelo, que começou por volta de 1400 d.C. e durou 500 anos.

Esse esquenta-esfria violento observado no norte aconteceu de forma diferente em outras partes do mundo, ainda que todos os fenômenos possam ter tido uma raiz comum. Épocas frias e úmidas na Groenlândia estão ligadas a condições climáticas particularmente frias, secas e ventosas na Europa e na América do Norte; também coincidiram com clima quente incomum no Atlântico Sul e na Antártida.

Evidências também revelaram que mudanças abruptas nas chuvas causaram problemas que rivalizavam com as oscilações de temperatura. Épocas frias no norte traziam secas à África Saariana e à Índia. Há cerca de 5.000 anos, uma seca repentina transformou o Saara de uma paisagem verdejante pontilhada de lagos no deserto arenoso que é hoje. Dois séculos de seca há cerca de 1.100 anos aparentemente contribuíram para o fim da civilização maia no México e na América Central. Em tempos modernos, o fenômeno El Niño e outras anomalias no Pacífico Norte podem modificar os padrões meteorológicos a ponto de gerar secas como a que causou o Dust Bowl, período de seca grave que ocasionou a perda da camada superior do solo e provocou grandes tempestades de poeira nos EUA na década de 1930.

Sejam ondas de frio, calor ou secas prolongadas, as mudanças climáticas do passado aconteceram basicamente da mesma forma: uma alteração gradual de temperatura ou outro agente físico empurrou algum fator determinante para um limite crítico invisível. Depois de cruzada a barreira, esse fator - assim como o clima todo - escorregou para outro estado e, normalmente, nele permaneceu por muito tempo .

Cruzar um desses limites de equilíbrio climático é como balançar uma canoa. Se a pessoa senta dentro de uma canoa e pende aos poucos para um lado, a canoa vai junto. Ela está sendo levada a um limite - a posição após a qual o barco não consegue mais ficar reto. Se pender demais para o lado, a canoa vira.
As viradas climáticas mais extremas da história aconteceram quando esses limites foram ultrapassados, o que aponta para áreas particularmente preocupantes no futuro. Para explicar os intervalos anormalmente frios registrados nas amostras da Groenlândia, a maioria dos cientistas sugere alterações no comportamento de correntes no Atlântico Norte, fator dominante nos padrões meteorológicos dessa região a longo prazo.

O leste da América do Norte e a Europa gozam de clima temperado (como o de hoje) quando as águas do Atlântico, aquecidas pelo Sol, fluem para o norte através do Equador. Durante o inverno setentrional, a água salgada que vem do sul se torna fria e densa o bastante para afundar a leste e a oeste da Groenlândia, e depois migrar de volta ao sul pelo leito oceânico. Enquanto a água resfriada afunda, correntes quentes originadas no sul fluem para o norte e tomam o lugar delas. A água que afunda, por sua vez, movimenta a chamada circulação convectiva, que aquece o norte e refresca o sul.

Os cilindros de gelo contêm evidências de que períodos repentinos de frio ocorreram depois que o Atlântico Norte se tornou menos salgado, talvez porque lagos de água doce tenham transbordado através das paredes das geleiras e chegado ao mar. Os pesquisadores identificam esse fluxo de água doce como a primeira fase de uma ruptura de equilíbrio, porque sabem que o aporte de água doce no Atlântico Norte pode frear ou desligar a convecção.

Diluída pela água que desce do continente, a água salgada do mar acaba perdendo salinidade e fica menos densa. Pode até congelar antes de conseguir afundar. Sem isso, a chuva e a neve que caem no norte não chegam a ser mandadas embora pelo oceano. Elas se acumulam na superfície do mar e diluem ainda mais o Atlântico Norte. A circulação convectiva é desligada, deixando os continentes próximos com clima parecido com o da Sibéria .
Calor de Gelar

Oito mil anos se passaram desde a última grande onda de frio no Atlântico Norte. Será que os seres humanos estão jogando o seu peso do lado certo para evitar que a canoa do clima vire? Talvez, mas a maioria dos climatologistas suspeita que estejamos deixando o barco ainda mais instável. Especialmente preocupante é o aumento, induzido pelo homem, das concentrações de gases-estufa na atmosfera, que provocam o aquecimento global.

O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), órgão ligado à ONU, previu em seu último relatório que as temperaturas médias globais subirão de 1,5oC a 4,5oC nos próximos cem anos. Muitos modelos de computador consistentes com essa previsão também prevêem que a convecção do Atlântico Norte perderá força. (Pode parecer irônico, mas o aquecimento gradual levaria a um resfriamento repentino de muitos graus.) As incertezas são muitas e, embora uma nova era glacial seja improvável, as mudanças poderiam ser bem maiores do que durante a Pequena Idade do Gelo, quando o Tâmisa congelou em Londres e as geleiras rolaram pelos Alpes.

Talvez mais preocupantes que os períodos de frio no norte sejam os efeitos adversos que ocorreriam ao mesmo tempo em outras partes do mundo. Registros climáticos em vastas porções da África e da Ásia que se beneficiam de uma estação chuvosa intensa indicam que essas áreas tornaram-se particularmente secas sempre que o Atlântico Norte ficou mais frio. Até o resfriamento produzido por uma redução na intensidade da circulação convectiva bastaria para disparar a seca. Já que as lavouras de bilhões de pessoas dependem da estação chuvosa, mesmo uma seca modesta pode provocar fome.

As conseqüências de uma futura perda de salinidade do Atlântico Norte podem dificultar até a vida de pessoas que vivem fora dos extremos de seca e frio. Tais projeções fizeram com que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos encomendasse à instituição Global Business Network uma análise das ameaças à segurança nacional que seriam causadas pelo desligamento total do cinturão convectivo. Muitos cientistas, inclusive eu, acham que uma desaceleração gradual é muito mais provável que uma interrupção completa; de qualquer forma, a gravidade das conseqüências do pior cenário faz com que ele mereça consideração. Como afirma a Global Business Network: "As nações com recursos podem erguer barreiras em volta de seus territórios, preservando esses recursos para elas mesmas. Nações com menos sorte... teriam de lutar por comida, água limpa ou energia".
Enchentes e Secas

Mesmo que uma desaceleração da circulação convectiva nunca aconteça, o aquecimento global pode fazer com que os limites do equilíbrio climático sejam ultrapassados em outros lugares.

Os cinturões verdes existentes no interior de muitos países temperados enfrentam risco de secas prolongadas. A maioria dos modelos climáticos prevê mais secas no verão nessas áreas, aconteça o que acontecer com o Atlântico Norte.

As mesmas previsões sugerem que o aquecimento causado pelo efeito estufa aumentará a precipitação média, possivelmente sob a forma de tempestades mais severas e inundações.

Verões mais secos fariam com que estiagens relativamente brandas piorem e persistam por décadas. Essa transição ocorreria devido à vulnerabilidade dos cinturões verdes: eles dependem muito da chuva que as plantas da região reciclam, e não da umidade trazida de outros locais. As raízes das plantas costuman absorver água que, de outra forma, atravessaria o solo e fluiria para o mar.

Parte dessa água evapora das folhas e volta à atmosfera. Quando a região começa a enfrentar verões mais secos, no entanto, as plantas definham e morrem, devolvendo menos água ao ar. O limite é cruzado quando a população de plantas encolhe a ponto de a chuva reciclada se tornar insuficiente para sustentá-la. Mais plantas morrem e a chuva diminui mais ainda - num círculo vicioso semelhante ao que transformou o Saara em deserto. A região não tem dado sinais de recuperação desde aquela época.

Os cientistas temem não ter identificado totalmente os limites de equilíbrio que levariam a mudanças nos climas regionais. Isso é preocupante, porque é bem provável que estejamos causando perturbações das quais nos arrependeremos. Dançar numa canoa não costuma ser recomendável, mas é o que estamos fazendo. Substituímos florestas por plantações, o que afeta a quantidade de luz solar refletida pela terra; retiramos água do subsolo, o que muda a quantidade de líquido que os rios transportam para o oceano; e alteramos a quantidade de gases-traço e matéria particulada na atmosfera, o que modifica as características das nuvens e da chuva.
Encarando o Futuro

As consequëncias negativas de uma grande virada do clima podem ser mitigadas se ela acontecer aos poucos, ou se for esperada. Antecipando a seca, um agricultor consegue cavar um poço, aprender a plantar culturas menos dependentes de água ou simplesmente se mudar para outra região. Mas alterações inesperadas podem ser devastadoras. Um único ano de seca que surja de surpresa arruinaria só os agricultores mais pobres ou despreparados, mas o prejuízo cresce à medida que a estiagem se alonga. Infelizmente, os cientistas têm pouca capacidade de prever quando e como uma mudança climática abrupta acontecerá.

Apesar das conseqüências potencialmente gigantescas de uma alteração repentina no clima, a maioria esmagadora da pesquisa e das políticas públicas na área tem se dedicado a mudanças graduais - como a necessidade de reduzir as emissões de carbono para desacelerar o aquecimento global. Embora reduções como essa provavelmente ajudem a limitar a instabilidade climática, também deveríamos pensar em como evitar mudanças bruscas. No limite, poderíamos decidir ignorar de vez o risco e esperar que nada aconteça.

O despreparo afundou o Titanic, mas vários outros navios despreparados cruzaram o Atlântico Norte incólumes. Ou poderíamos, por outro lado, mudar nosso comportamento a fim de tornar menos provável uma alteração catastrófica. Novas investigações devem revelar outras ações úteis.

Uma terceira estratégia seria fazer com que as sociedades se organizassem para lidar com mudanças climáticas bruscas antes que a próxima surpresa nos apanhe, como sugeriu o Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA, ao observar que algumas sociedades se adaptaram à mudança climática, enquanto outras tombaram. Os colonos vikings da Groenlândia abandonaram seus assentamentos quando o início da Pequena Idade do Gelo tornou a vida insustentável, enquanto seus vizinhos, os esquimós de Thule, sobreviveram sem maiores problemas. Entender o que separa a adaptação do fracasso seria útil.

Planos para amenizar os problemas caso uma crise se instale podem ser feitos a custo baixo ou nulo. Comunidades podem plantar árvores agora a fim de ajudar a manter o solo durante a próxima estação seca e ventosa, por exemplo, e fazer acordos neste momento sobre quem terá acesso a quais recursos hídricos quando esse bem se tornar mais escasso.
Por ora, parece que as pessoas estão sacudindo o barco, empurrando certos aspectos do clima para mais perto dos limites capazes de detonar mudanças repentinas.

Eventos do gênero não causariam uma nova era glacial, nem fariam algo que rivalizasse com a mente fértil dos roteiristas de cinema. Mas poderiam trazer desafios incríveis para a vida na Terra. Vale a pena considerar de que forma as sociedades aumentariam sua resistência às conseqüências disso - ou, antes de mais nada, como evitar que a canoa vire.


fundaj.gov.br

El Niño e La Niña: Instabilidade dos fenômenos cria dificuldades nas previsões meteorológicas.


João Suassuna - Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco



Alterações na temperatura média da água do Pacífico vêm preocupando meteorologistas do mundo inteiro. Nos anos 90 o mar ficou mais quente.


Ultimamente, os pesquisadores do Instituto de Tropicologia da Fundação Joaquim Nabuco têm-se preocupado com as conseqüências advindas dos fenômenos El Niño e La Niña sobre o clima do território nacional, em especial da região Nordeste.
Inicialmente, com o intuito de avaliar a influência desses fenômenos sobre o comportamento do período seco que se instalou sobre a região Nordeste no ano de 1998, os pesquisadores vêm acompanhando, sistematicamente, as informações geradas no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - CPTEC, bem como no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE e no Instituto Nacional de Meteorologia - INMET, com o propósito de entender melhor de que forma esses fenômenos se irradiam no oceano; acompanhar de perto as previsões de suas ocorrências e seus impactos na agricultura e, o mais importante, averiguar a estreita relação existente entre as ações desses fenômenos com a ocorrência de precipitações no sertão nordestino.
El Niño e La Niña são fases distintas - quente e fria - de um movimento oscilatório resultante da interação entre o oceano e a atmosfera. É mais uma força da natureza com leis e dinâmicas próprias, cujos fundamentos os cientistas desconhecem, razão pela qual é impossível, ainda, se prever o início de um e o fim do outro, e vice-versa.

O fenômeno La Niña ocorre, na maioria das vezes, ao final da ocorrência de um El Niño, funcionando através de uma espécie de inércia de reacomodação não regular, que foge aos padrões normais, através do esfriamento das águas a leste do Pacífico, nas costas do Peru, formando um bolsão, com as águas do oceano atingindo uma temperatura entre 3 a 3,5° C abaixo da sua média normal. Ventos alísios fortes "empilham" águas quentes no extremo oposto, a oeste, na Ásia, alterando sobremaneira a circulação dos ventos e da atmosfera em todo o planeta. Mesmo sendo considerado um fenômeno de intensa energia, os cientistas acreditam que seus efeitos, em regra geral, são menos danosos ao ambiente do que os do El Niño.

Uma fonte de propagação para a irradiação do fenômeno La Niña são as correntes de ar, também chamadas de jet-stream. Elas sopram a 400 quilômetros por hora no sentido horizontal da Terra, a 50 quilômetros de altura. No Brasil, cortam o país na região Sudeste, entre os estados de São Paulo e o Paraná. Quando ocorre El Niño, as diferenças de temperatura entre o Pólo Sul e o Equador se acentuam. Essa diferenças térmicas provocam deslocamentos de ar enriquecendo as jet-stream. Elas, por sua vez, se transformam então numa espécie de barreira de ar capaz de anular o avanço das frentes frias, que ficam estacionadas no sul do país, ocorrendo chuvas torrenciais. Com o fenômeno La Niña, dá-se o inverso. O resfriamento das águas do Pacífico diminui as diferenças de temperaturas entre o Equador e o Pólo, enfraquecendo as jet-stream, fazendo com que as frentes frias passem rapidamente pelo Sul do país, tornando as distribuições regionais das chuvas bastante irregulares. Nesse caso, poderão ocorrer longos períodos de estiagem no Sul e chuvas abundantes no Norte e Nordeste.

Nem sempre um El Niño é seguido de uma La Niña e, nem sempre, essa seqüência é seguida por uma regularidade precisa. Existem casos em que a fase fria segue imediatamente a quente. Em outros casos, essa fase pode levar até mais de um ano para se instalar. Nos últimos 20 anos, o Pacífico permaneceu 35% do tempo com o El Niño instalado, 23% do período com La Niña e nos 42% restantes, a sua temperatura permaneceu dentro da média. A variabilidade de aspectos existentes entre diferentes ocorrências dos fenômenos El Niño e La Niña é a tônica principal sobre a qual se envolvem os pesquisadores e especialistas do mundo inteiro. A única certeza, por enquanto, é que cada El Niño tem a sua própria característica e que jamais se confunde com a de uma ocorrência anterior. Isso é mais um complicador para os que tentam estabelecer linhas de periodicidade entre eles.

O INMET analisou os últimos seis eventos da La Niña (78/79, 81/82, 85/86, 87/88, 90/91 e 95/96) e comparou o desempenho agrícola gaúcho. Nesses casos, as safras de soja e milho sofreram queda de 28 a 40% e de 25 a 35%, respectivamente. A produtividade média do milho no Rio Grande do Sul, nesses anos, diminuiu em cerca de 36% por ha; a da soja caiu em 50%. Em 95/96, por exemplo, houve perda de 3 milhões de toneladas de grãos. As precipitações no período dezembro/fevereiro ficaram muito abaixo do necessário para o desenvolvimento normal dessas lavouras.

As previsões de ocorrência de chuvas no sertão nordestino em situações de La Niña passam, necessariamente, pela ação dos ventos alísios através da concentração e formação de nuvens no litoral do Nordeste. O encontro dessas nuvens com o ar frio que avança pelo Atlântico caracteriza o que os cientistas chamam de dipolo favorável com possibilidades de precipitações normais no semi-árido entre fevereiro e maio. Esse aspecto, no entanto, não garante em 100% a volta das precipitações normais na caatinga. O fator decisivo que influencia o clima do Nordeste é a estrutura térmica do Oceano Atlântico. E ela tem ciclos periódicos de registro. Alguns, com intervalos longos, de 10 a 15 anos, que podem modificar as tendências mais gerais da atmosfera no tocante às precipitações. O conhecimento da ciência sobre o Atlântico ainda é inferior ao do Pacífico que, desde o El Niño de 82/83, conta com 69 bóias-sonda instaladas em sua faixa equatorial, para monitorar a estrutura térmica do mar até 700 metros de profundidade. Agora, graças ao Projeto Pirata (uma cooperação técnica Brasil/França/Estados Unidos), o Atlântico Sul passa a dispor também desse recurso. Dezesseis bóias com sensores eletrônicos estão sendo distribuídas nas suas águas. Com elas, um velho enigma poderá ser elucidado no futuro: o elo de ligação entre o sertão e o mar.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

VÓRTICE CICLÔNICO FORMOU INSTABILIDADES


Como eu havia dito e previsto ontem aqui no blog, o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis do Pacífico formou as instabilidades no cone sul. Estão mais fracas que na outra vez, porque o fenômeno El Niño enfraqueceu, estava em +0,53°C acima da média e baixou para +0,37°C agora. Nas imagens das 10h de 03.10.2014  vemos como atua o VC fazendo descer tanto a umidade do Pacífico como a umidade que está sobre a Amazônia, formando as instabilidades no cone sul.
 Aqui na imagem em vapor dágua, vemos mais claramente a umidade descendo sobre o cone sul.


 Aqui a imagem das instabilidades sobre o norte da Argentina e Uruguai.

Comparem  as cartas sinóticas do dia 02 com a do dia 03.10.2014. A baixa pressão(B) é o VCAN(Vórtice Ciclônico de Altos Níveis). Ele subiu rapidamente de 1006hPa  para 1014hPa sua pressão atmosférica. Ao mesmo tempo, a Alta Polar Marítima do Atlântico Sul, subiu de 1034hPa para 1038hPa, e a Alta no sul do Pacífico baixou de 1024hPa para 1022hPa. Ou seja, significa um bloqueio atmosférico no sul da Argentina. As frentes frias não avançam. Elas se formam no norte da Argentina. Isso é ou não é uma mudança climática? Com a palavra os climatologistas...


Imagem do dia 02.10.2014 do VCAN sobre o Pacífico sul a oeste do Chile.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

CICLONES EXTRATROPICAIS ESTÃO MAIS INTENSOS

Imagem de 02.10.2014 do Pacífico Norte mostra mais um grande e intenso ciclone extratropical em direção ao Alasca e Canadá.
Como se vê abaixo, as temperaturas das águas do Pacífico Norte estão até 3°C mais quente que a média para essa época do ano, o que nós já sabemos, causam maior evaporação formando nuvens de tempestades. Os oceanos estão absorvendo o calor em excesso da atmosfera causado pelo Aquecimento Global, causando as anomalias de TSM.

 

As tempestades tropicais, tufões e furacões no Atlãntico, também podem se transformar em potentes ciclones extratropicais como nessa imagem do dia 22.09.2014 da tempestade tropical Fung-Wong no sul do Japão.

VEJAM NO LINK COM MAIS DETALHES:
http://filosofiaclimatica.blogspot.com.br/2014/09/anomalias-de-temperaturas-comprovam.html





Também os Vórtices Ciclônicos estão mais frequentes. Este é o segundo em menos de um mês no Pacífico Sul a oeste do Chile. Vejam o movimento dele em direção ao norte. Na última vez que isso aconteceu, levou muita umidade do Pacífico para o sul do Brasil causando muita chuva, lembram?
VEJA AQUI, CLICANDO NO LINK:
http://filosofiaclimatica.blogspot.com.br/2014/09/umidade-da-amazonia-causa-tempestades.html 

 

Aqui vemos com mais detalhes o VCAN(Vórtice Ciclônico de altos Níveis) à oeste do Chile no dia 01.10.2014

Aqui mais ampliado da imagem em HD:

Vejam aqui como ficam agitados os oceanos com os ciclones extratropicais, com ondas que chegam até 11m de altura em vermelho e branco. Perto do Japão a agitação causada pelo Tufão Phanfone. No oeste do Chile a agitação causada pelo VCAN: 
Abaixo a imagem global feita pelos satélites, mostram toda a movimentação do dia 29.09 até o dia 01.10.2014. Percebam a extensão e a distância que alcançam esse ciclones, causando nevascas nas regiões polares:

Aqui as correntes de jato(ventos na alta troposfera) hoje. Elas também estão mais rápidas devido ao aquecimento global:  

Vejam aqui as anomalias das temperaturas do ar, percebem como estão a maior parte em vermelho? Isso é o resultado do aquecimento global. Os oceanos já não conseguem mais absorver todo calor da atmosfera.

 Vejam aqui como os oceanos estão saturados de calor causando anomalias positivas  de TSM no Pacifico leste (em verde), intensificando com isso os furacões no México e os ciclones extratropicais no Alasca e Canadá.



3bmeteo.com

Gigantesco ciclone Pacifico, forti venti e intense piogge sulla west coast


24 settembre 2014


Aqui imagem do dia 23.09.2014 mostra o movimento do ciclone extratropical no Pacífico Norte em direção ao Canadá.
 
ore 12:07
Anche se somiglia molto ad un uragano, quello che si vede nelle stupende immagini trasmesse dal NOAA non è un uragano! Si tratta piuttosto di un gigantesco ciclone extra tropicale approfonditosi nelle ultime 24-48 ore poco a ovest della West Coast americana in seguito ad una potente irruzione di aria fredda nel bel mezzo del Pacifico.
il gigante pacifico
Le principali differenze tra un uragano tropicale ed un ciclone extra tropicale sono: In primis le dimensioni, un uragano tropicale è decisamente più piccolo! Poi la struttura interna, un uragano tropicale ha un nucleo caldo mentre un ciclone extra tropicale ha un nucleo freddo! Infine la latitudine, un uragano tropicale non si forma mai a latitudini così settentrionali sebbene possa in seguito alla sua detropicalizzazione raggiungerle ma mai come uragano, sempre come tempesta extra tropicale.
Ma veniamo ai fatti! Questo gigantesco ciclone approfonditosi fino a 975hp misura qualcosa come 2000km di diametro, pensate che Katrina il peggiore uragano che abbia mai colpito gli Stati uniti e che distrusse New Orleans misurava meno di 700km di diametro. Il suo minimo si trova ad un migliaio di chilometri ad ovest della Columbia Britannica sul Canada occidentale ed il suo fronte più avanzato oltre ad essere penetrato in territorio canadese con piogge intense a Vancouver, sta interessando con piogge copiose anche lo stato di Washington e l'Oregon più occidentale. Nelle prossime ore nubi e piogge abbondanti raggiungeranno persino il nord della California mentre i venti più forti si manterranno al largo, più vicini al minimo anche se raffiche fino a 80km/h hanno interessato Vancouver Island.
E' molto raro vedere cicloni extra tropicali di queste dimensioni anche se non eccezionale soprattutto nel periodo autunnale quando gli scambi meridiani mettono a stretto contatto l'aria polare con l'aria ancora molto calda delle medie latitudini.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

TORNADO EM BRASÍLIA


jornalopcao.com.br



Vídeo registra tornado próximo ao aeroporto de Brasília


Com mau tempo, vários voos tiveram que ser desviados para Goiânia

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou um tornado de pequenas proporções  e de curta duração próximo ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, durante a tarde desta quarta-feira (1º/10).  Conforme o Inmet, rajadas de vento atingiram a velocidade de 87 km/h na área do aeroporto. Já a Inframerica chegou a registrar ventos de 100 km/h.
Entre as causas apontadas para o fenômeno estão as altas temperaturas de Brasília e a formação de nuvens verticais de grande porte, que, em condições de forte calor na superfície da terra, tendem a tocar o solo.
O tornado de pequenas proporções foi registrado por moradores. Confira um dos vídeos postados no Youtube:

Os fortes ventos derrubaram parte da cobertura do estacionamento VIP do terminal 1 do Aeroporto JK. A estrutura é feita de ferro e se localiza no espaço mais próximo às áreas de embarque e desembarque.
Com o mau tempo, pousos e decolagens ficaram suspensos por mais de uma hora. Durante este período, ao menos sete voos foram desviados para o Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia.

SUPERTUFÃO PHANFONE EM DIREÇÃO AO JAPÃO



 IMAGENS EM TEMPO REAL


 

CARTA SINÓTICA ATUAL

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http://www.ssd.noaa.gov/mtsat/wpac/vis.jpg
Last Updated03/10/2014, 09:00:00 (Hora oficial do Brasil)
Location24.0N 226E MovementNW at 11 mph
Wind195KPH   pressão 930hPa










Last Updated02/10/2014, 09:00:00 (Hora oficial do Brasil)
Location20.6N 222.6E MovementNW at 12 mph
Wind205KPH
PRESSÃO ATMOSFÉRICA 925hPa





Last Updated01/10/2014, 09:00:00 (Hora oficial do Brasil)
Location19.0N 218.6EMovementNW at 16 mph
Wind  130KPH








 CLIMATEMPO

Tufão Phanfone pode chegar à Tóquio

1 de outubro de 2014 às 15:30 por César Soares



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mashable.com



Intensifying Typhoon Phanfone Heads for Japan

Phanfone_ir
Typhoon Phanfone, currently over open waters of the West Pacific, may make landfall in Japan in a few days.
Image: NOAA
Typhoon Phanfone is gathering strength in the western Pacific Ocean, with projections showing that it may intensify significantly — likely to super typhoon status — before veering toward mainland Japan by Oct. 5.
Computer-model simulations on Wednesday show that the storm will likely intensify over the next few days, while moving northwest, toward extreme southwest Japan or the open East China Sea. However, winds in the upper atmosphere should turn the storm north and then northeast, potentially making a direct hit on several Japanese islands, and scoring a direct hit on Tokyo as a Category One storm.
Japan has already been affected by three tropical cyclones this season, including Typhoon Halong, Tropical Storm Nakri and Typhoon Neguri. Southwest Japan has experienced widespread flooding from the combination of these storms and other weather systems.
Phanfone Forecast



Computer-model projections of the track of Typhoon Phanfone, showing the close call for Japan.
Image: WeatherBell Analytics
The European model, one of the most reliable weather-forecast models, is projecting that Typhoon Phanfone will approach Category 3 to 4 intensity, and come within a few miles of Tokyo, Japan's largest city, which has a population of about 13 million. However, the storm will be weakening at that point.
The Joint Typhoon Warning Center, which is run by the U.S. Navy and Air Force, reported that the storm is in an extremely favorable environment for intensification, including the presence of warm ocean waters beneath it and light winds in the upper atmosphere around it.

Typhoon Phanfone





Japan will have to worry about a two-pronged threat, as there are indications that another storm will follow Phanfone on a similar track less than one week later.