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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

AQUECIMENTO GLOBAL ALTERA AS CORRENTES DE JATO



 Na imagem das 10h de 24.10.2014 vemos que aumentou o bloqueio atmosférico impedindo a passagem das frentes frias do Pacífico Sul e formando um VCAN(vórtice ciclônico de altos níveis). A corrente de jato, que formam as frentes frias, é desviado bem para o Sul em direção à Antártida.



   Aqui as TSM estão aumentando em direção ao sul causadas no Pacífico Sul pelo Fenômeno El Niño e o enfraquecimento da corrente fria  de Humboldt . No Atlântico Sul vemos a corrente quente do Brasil(em vermelho e laranja), que nessa época ganha força com o enfraquecimento da corrente fria das Malvinas em azul.



O que acontece no Hemisfério Norte, acontece também no Hemisfério Sul.



18/02/2014 11h32 - Atualizado em 18/02/2014 11h33

Aquecimento no Ártico pode alterar clima de Europa e América do Norte

Corrente de jato está perdendo força e pode sair da trajetória, diz estudo.
Para cientista, situação vai se repetir com mais frequência.

France Presse e G1

Degelo no Ártico (Foto: AP/NOAA/Divulgação)Degelo no Ártico (Foto: AP/NOAA/Divulgação)
O aquecimento do Ártico pode afetar de forma prolongada a "corrente de jato" (jet stream) polar, um elemento chave para o clima na América do Norte e na Europa, afirmam cientistas americanos.
Em um estudo, os pesquisadores indicam que a corrente de jato - composta de ventos que sopram de oeste para leste a grandes altitudes - está perdendo força e tende a se prolongar e se desviar mais facilmente de sua trajetória, segundo Jennifer Francis, professora de climatologia na Universidade Rutgers de Nova Jersey.
"Quando a corrente de jato perde força - o que tem ocorrido nas duas últimas décadas -, os fenômenos meteorológicos tendem a durar mais", explicou Francis, autora principal desta pesquisa apresentada no fim de semana na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), celebrada este fim de semana em Chicago (norte).
"Isso parece sugerir que as características do tempo mudam", afirmou a cientista, para quem esta situação ocorrerá cada vez com maior frequência.
É por essa razão que os Estados Unidos vivem neste ano um inverno particularmente frio e com tempestades de neve sucessivas do centro até o sul, algo pouco habitual. Ao contrário, zonas nórdicas como o Alasca desfrutam de um inverno incomumente clemente.
Este fenômeno pode derivar do aquecimento que o Ártico sofreu nas últimas décadas, quando as temperaturas aumentaram de duas a três vezes mais rápido do que no resto da Terra, revelou James Overland, cientista da Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), que participou da apresentação do estudo.
A mudança da corrente de jato ocorre em parte devido à diferença entre a temperatura do Ártico e as latitudes médias, explicou. Se essa diferença for grande, a velocidade da corrente se acelera; se acontecer o contrário acontece, perde força.
Levando em conta os fenômenos meteorológicos extremos registrados nos últimos anos nos Estados Unidos - recordes de temperaturas alta ou seca - e em outras partes do mundo - como o forte calor que castiga atualmente a Austrália -, os cientistas tentam agora descobrir se se trata de uma simples variação natural do clima ou um aquecimento do planeta, relacionado às atividades humanas.
Maior impacto na agricultura
Francis considera esta conclusão prematura, porque "os dados sobre este fenômeno e seus efeitos abrangem um período muito curto que torna difícil fazer uma interpretação clara".
"Quando tivermos mais índices, acredito que poderemos começar a distinguir a influência das mudanças climáticas", afirmou.
Mark Serreze, diretor do Centro Nacional Americano sobre o estudo da Neve e do Gelo, afirmou durante a conferência da AAAS que as mudanças no Ártico e o impacto das mudanças climáticas nas latitudes médias "são um novo campo de pesquisa controverso com argumentos contra e a favor".
"O forte aquecimento que poderia ser responsável por este fenômeno está relacionado com o degelo no oceano ártico que constatamos desde estes últimos anos", acrescentou.
"A calota polar atua como uma cobertura que separa o oceano da atmosfera e, se essa tampa é retirada, o calor que a água contém se espalha pela atmosfera", o que explica estes desajustes atmosféricos, detalhou o cientista.
O impacto na agricultura é uma das principais consequências deste fenômeno nas latitudes médias dos Estados Unidos.
"Veremos mudanças nas precipitações e nas temperaturas que poderiam estar relacionadas com o que acontece no norte", previu Serreze, para quem "as mudanças do Ártico afetam todo o clima do planeta".
Jerry Hatfield, diretor do Laboratório Nacional para a Agricultura e o Meio Ambiente em Iowa (centro), lembrou que os Estados Unidos não são o único país afetado.
"No mundo produzimos a maior parte das colheitas nestas latitudes medianas e as temperaturas têm um grande impacto nos cultivos como na pecuária e na produção de carne", destacou.



Diario de Pernambuco
Nasa anuncia que águas profundas dos oceanos pararam de esquentar

AFP - Agence France-Presse
Publicação: 06/10/2014 21:46 Atualização:


Imagem da NASA obtida em 6 de outubro de 2014 mostra calor irradiado do Oceano Pacífico. Foto: Nasa/AFP NASA
A temperatura média das águas frias dos oceanos parou de aumentar desde 2005, o que traz novos questionamentos aos cientistas sobre por que o aquecimento global parece ter diminuído nos últimos anos, apesar do aumento das emissões de gases causadores de efeito estufa.

Uma das principais hipóteses apresentadas até agora para explicar este paradoxo é que o calor acumulado pelos oceanos desceu a grandes profundidades.

Os cientistas da Nasa, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em Pasadena (Califórnia, oeste), analisaram a temperatura dos oceanos entre 2005 e 2013, com base em medições realizadas com satélites e diretamente em águas oceânicas, com 3.000 boias distribuídas por todo o mundo.

"Descobriram que sob os 1.995 metros praticamente não houve mudanças de temperatura durante este período", destacaram no trabalho publicado na revista britânica Nature.

Apesar disso, "o nível dos oceanos continuou subindo", principalmente devido ao degelo no Polo Norte e na Groenlândia, destacou Josh Willis, da missão JPL e co-autor da pesquisa.

No entanto, o especialista considera o fenômeno inexplicável não põe em dúvida a realidade do aquecimento global. "Estamos apenas tentando entender este mecanismo", acrescentou.

No século XXI, os gases de efeito estufa, entre eles o dióxido de carbono (CO2) produzido pela queima de combustíveis fósseis, continuaram se acumulando na atmosfera, como aconteceu no século anterior.

A temperatura das águas superficiais nos oceanos (até 700 metros de profundidade) continua aumentando, mas não muito rapidamente.

Um estudo publicado em 21 de agosto na revista Science já tinha mencionado essa tese, destacando que uma corrente cíclica que se desloca lentamente no Atlântico e transporta o calor entre os polos, ganhou intensidade no começo do século XXI, fazendo com que o calor seja absorvido pelas águas a 1.500 metros de profundidade.




14/02/2014 18h43 - Atualizado em 14/02/2014 20h45

Mapa mostra eventos climáticos fora do comum ocorridos recentemente

Calor extremo, nevascas e enchentes aconteceram mundo afora.
Fenômenos podem estar associados às mudanças climáticas.

Do G1, em São Paulo

Arte mapa extremos climáticos (Foto: Editoria de Arte/G1)
Nevascas em Nova York, Tóquio e Roma como há muitos anos não se via. Calor recorde em São Paulo, incêndios em Sydney, enchentes no Reino Unido. O G1 levantou uma série de fenômenos climáticos fora do comum registrados nos últimos sete meses em diferentes partes do globo (veja mapa acima).
Eventos climáticos, como frio ou calor extremos, sempre ocorreram e vão ocorrer. Mas o aumento da intensidade e frequência deles tem sido notado pelos cientistas e pode ter relação -- ainda é cedo para afirmar com certeza -- com o aquecimento global, que é consequência de uma maior emissão de gases-estufa. Aquecimento global não significa necessariamente que todo o planeta está se aquecendo, mas que está ocorrendo um desarranjo climático global. Essas alterações são resultado de uma capacidade exagerada da atmosfera de reter calor devido à presença excessiva de gases-estufa, como o CO2.
Veja abaixo os eventos climáticos recentes pelo mundo:
Clima extremo Estados Unidos EUA (Foto: Craig Ruttle/AP)Estados Unidos tiveram o janeiro mais frio desde 1994 (Foto: Craig Ruttle/AP)
Janeiro foi considerado o mês mais frio desde 1994 em grande parte dos EUA; o país foi atingido ao menos duas vezes pelo vórtice polar, fenômeno do Círculo Polar Ártico que sofreu alteração em sua dinâmica de circulação e permitiu que massas de ar circunscritas ao Ártico atingissem latitudes mais baixas. Nova York registrou -38ºC em janeiro.
Nevascas surpreenderam cidades do sul do Texas, Louisiana, Mississippi, Alabama e Flórida. A Georgia, estado conhecido por ter um inverno ameno e temperaturas altas no verão, registrou em fevereiro a pior tempestade de neve desde janeiro de 2000, quando o estado teve prejuízo de US$ 48 milhões.
Na Califórnia, o estado declarou situação de emergência por causa da seca que pode ser a mais intensa em cem anos;  reservatórios de água atingiram 38% de sua capacidade (a média histórica é de 57%); somente em janeiro, foram registrados 150 incêndios no estado (foram 25 em janeiro de 2013).

Clima extremo Brasil (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo)São Paulo teve o janeiro mais quente em 70 anos (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Em 2013, alguns estados da Região Nordeste tiveram o pior período de estiagem dos últimos 50 anos; 75% dos municípios nordestinos decretaram situação de emergência, segundo o governo federal.
Desde dezembro, uma massa de ar quente e seco estacionou sobre as regiões Sul e Sudeste e impediu a chegada de frentes frias, deixando o tempo quente e seco. Fenômeno como esse já foi visto no país em 2001, segundo meteorologistas.
Em 2014, São Paulo teve o janeiro mais quente desde 1943; no começo de fevereiro, Porto Alegre marcou a maior temperatura dos últimos 71 anos (40,5°C) e a sensação térmica no Rio de Janeiro chegou a 57°C.

Clima extremo Argentina (Foto: Victor R. Caivano/AP)Onda de calor provocou mortes na Argentina (Foto: Victor R. Caivano/AP)
Em dezembro, o país registrou ao menos sete mortes causadas pela forte onda de calor que atingiu grande parte do território.
A temperatura alcançou 45°C em algumas cidades do norte. Meteorologistas afirmaram que foi a pior onda de altas temperaturas no país em 40 anos.

Clima extremo Itália (Foto: Riccardo De Luca/AP)Roma teve uma das mais fortes nevascas desde os anos 1980 (Foto: Riccardo De Luca/AP)
No começo de 2014, Roma teve uma das mais fortes nevascas desde os anos 1980, que fechou locais turísticos como o Coliseu. O frio intenso causou interrupções nos transportes ferroviário e rodoviário, especialmente em regiões montanhosas, onde os serviços de emergência tiveram dificuldades para chegar a vilarejos isolados. Prédios do país foram evacuados por medo de que a neve acumulada sobre eles pudesse fazê-los desabar.

Clima extremo Reino Unido (Foto:  Luke MacGregor/Reuters)Reino Unido foi atingido por chuvas e ondas gigantes (Foto: Luke MacGregor/Reuters)
Entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014, as chuvas que atingiram a Grã-Bretanha causaram ao menos sete mortes, inundaram 5 mil propriedades e destruíram ferrovias. Segundo a agência climática britânica, Met Office, a tempestade pode ser a pior em 250 anos.
Áreas que ficam próximas do Rio Tâmisa, em Londres, foram afetadas pela maior inundação em 67 anos. Ondas que ultrapassam os dez metros de altura atingiram a costa britânica nos últimos dias.

Clima extremo Rússia (Foto: Jae C. Hong/AP)Calor pode fazer da olimpíada de inverno de Sochi a mais quente da história (Foto: Jae C. Hong/AP)
Enquanto Yakutsk, no leste da Rússia -- considerada a cidade que registra as menores temperaturas mínimas no mundo – registrou -47°C em 5 de fevereiro, Sochi, no sudoeste do país, pode deter o recorde de ser a cidade que sediou as Olimpíadas de inverno mais quentes de todos os tempos. Os termômetros por lá registraram 18°C em fevereiro.

Clima extremo Israel (Foto: Bernat Armangue/AP)Israel teve a pior tempestade de neve em 20 anos (Foto: Bernat Armangue/AP)
Em janeiro, Jerusalém registrou a pior tempestade de neve dos últimos 20 anos. A nevasca fechou o transporte público, estradas e escolas da região norte de Israel, na fronteira com o Líbano.
Em alguns lugares, o acúmulo de neve chegou a 30 centímetros de altura.

Clima extremo Paquistão Jovens paquistaneses nadam na rua alagada pelas chuvas (Foto: Asif Hassan/AFP) Jovens paquistaneses nadam na rua alagada pelas chuvas (Foto: Asif Hassan/AFP)

Em agosto de 2013, o país foi atingido por fortes chuvas das monções que afetaram 770 localidades e atingiram mais de 30 mil pessoas. Ao menos 108 pessoas morreram. Enchentes inundaram algumas das principais estradas na cidade portuária, varrendo casas na província de Khyber Pakhtunkhwa no noroeste.

Clima extremo China (Foto: AP)China tem o inverno mais rigoroso dos últimos 28 anos (Foto: AP)

Segundo o serviço meteorológico do país, o inverno é o mais frio dos últimos 28 anos. Na maioria do território chinês, a temperatura média registrada foi de 3,8°C. No nordeste do país, nevascas fizeram a temperatura atingir -15,3°C, a menor em 42 anos. Em algumas regiões próximas à Mongólia, os termômetros registraram -40ºC.

Clima extremo Japão (Foto: Shizuo Kambayashi/AP)Em janeiro, Tóquio sofreu a nevasca mais forte dos últimos anos (Foto: Shizuo Kambayashi/AP)

Em janeiro, Tóquio sofreu a nevasca mais forte dos últimos sete anos e aeroportos do país tiveram que cancelar voos devido a fortes rajadas de ventos. A região de Yamanachi registrou mais de 40 centímetros de neve. Mais neve caiu em fevereiro, provocando transtornos e deixando mortos e feridos.


Clima extremo Filipinas (Foto: Aaron Favila/AP)Nas Filipinas, tufão matou mais de 6 mil pessoas em novembro (Foto: Aaron Favila/AP)

O país foi atingido em novembro pelo tufão Haiyan, considerado o mais forte já registrado na região, que deixou um rastro de destruição, matou mais de 6 mil pessoas e deixou 1.800 desaparecidos.
Os ventos chegaram a 315 km/h e os prejuízos passam de R$ 2,3 bilhões, segundo o governo filipino.

Clima extremo Austrália (Foto: Rob Griffith/AP)Calor extremo provocou incêndios na Austrália (Foto: Rob Griffith/AP)

Uma extensa onda de calor atingiu grande parte do país, que registrou em algumas regiões temperaturas acima de 50°C. Também contribui para o calor a irregularidade nas chuvas. Incêndios acometem parte do território australiano. Segundo cientistas, 2013 foi o ano mais quente desde 1910 no país, quando começou a ser feito o registro de temperaturas do país.
Fontes desta reportagem: Paulo Artaxo (IPCC/USP); José Marengo (IPCC/Inpe); Heitor Evangelista (UERJ); Met Office; NOAA; Inpe

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