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terça-feira, 29 de julho de 2014

EL NIÑO NÃO TRARÁ CHUVA AO SUDESTE?


28/07/2014 06h00 - Atualizado em 28/07/2014 18h01

El Niño não deve trazer chuva ao Sudeste, dizem meteorologistas

Fenômeno que afeta clima global pode ocorrer este ano.
Falta de chuva deve continuar em SP, prejudicando o Sistema Cantareira.

Eduardo Carvalho Do G1, em São Paulo
Temperatura do Oceano Pacífico está se aquecendo, o que caracteriza a possível formação de um El Niño, que provocar alterações climáticas no Brasil (Foto: Divulgação/NOAA/Climatempo)Temperatura do Oceano Pacífico está se aquecendo, o que caracteriza a possível formação de um El Niño, que provoca alterações climáticas no Brasil (Foto: Divulgação/NOAA/Climatempo)
 
O fenômeno meteorológico El Niño, que pode ocorrer no segundo semestre deste ano, e que altera o clima global, não deve aumentar a quantidade de chuvas no Sudeste, nem amenizar a seca que afeta o Sistema Cantareira, conjunto de reservatórios que abastece a Região Metropolitana de São Paulo e parte do interior do estado, segundo especialistas ouvidos pelo G1.
Eles afirmam que as taxas pluviométricas nos próximos três meses devem continuar baixas na região, índice normal para o período – que é de transição entre o inverno e a primavera –, e a temperatura pode subir até 2ºC, caso o El Niño se confirme.
Batizado em homenagem ao Menino Jesus (em espanhol, "El Niño"), o fenômeno ocorre quando a temperatura do Oceano Pacífico aumenta e provoca alterações na atmosfera.
Segundo os cientistas, a anomalia na costa pacífica da América do Sul deixa o mar ao menos 0,5ºC mais quente e enfraquece os ventos alísios (que sopram de leste para oeste) na região equatorial. Isso provoca uma mudança no padrão de transporte de umidade pelo globo, variações na distribuição de chuvas em regiões tropicais e de latitudes médias e altas, além de inconstância nas temperaturas.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) vê como provável a ocorrência do El Niño neste ano, mas ele ainda estaria em desenvolvimento. Se consolidado, o que pode acontecer entre o fim de agosto e início de setembro, seu pico de força deve ser relativamente fraco, segundo Alexandre Nascimento, da Climatempo.
Efeitos incertos no Sudeste
Na última semana, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, já havia comentado que a possível presença do fenômeno não aumentaria as chances de chuva no Cantareira. Segundo ela, a partir da perspectiva de especialistas da Agência Nacional de Águas, a ANA, havia preocupação com um "cenário conservador em relação a chuvas abundantes" nos próximos meses.
Na ciência climática, o nível de certeza sobre o impacto do El Niño em certas regiões do mundo, entre elas o Sudeste brasileiro, não é tão preciso quanto em outras áreas, como Sul, Norte e Nordeste do país.
Segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, o último El Niño que afetou o Brasil, entre junho de 2009 e maio de 2010, foi de intensidade fraca. De acordo com a Climatempo, na época, o volume de chuvas no Sudeste foi considerado normal e acima da média entre agosto e novembro, e durante o verão choveu menos que a normalidade.
Fábio Rocha, meteorologista do Cptec, afirma que em outras edições do fenômeno foi possível estabelecer que o Norte e Nordeste são afetados constantemente com o aumento da temperatura e escassez de chuvas, enquanto o Sul do país é castigado com chuvas abundantes. Mas que o impacto no Sudeste ainda continua incerto -- não há relação estabelecida entre as chuvas na região e o El Niño.
Apesar, disso, segundo ele, estima-se que o período seco em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais deve ser persistente, insistindo até meados de setembro, e que o volume de chuva de agosto, setembro e outubro para boa parte do território paulista deve variar entre índices de 200 mm e 300 mm – média registrada para o período conforme estimativas entre 1961 e 1990.
Represa Jaguari-Jacareí, parte do Sistema Cantareira, na cidade de Vargem, no interior de São Paulo fotografada nesta terça (29) (Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo)Represa Jaguari-Jacareí, parte do Sistema Cantareira, na cidade de Vargem, no interior de São Paulo fotografada no último dia 29 de junho (Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo)
'Chuvas para reservatórios'
Segundo Nascimento, da Climatempo, a partir de novembro podem começar as chuvas de forma abundante, mas não suficiente para encher os reservatórios. “Essas chuvas para reservatórios (período constante, com intermitência em alguns dias, deve acontecer só em janeiro. Mas acreditamos que não será capaz de melhorar os níveis em 2015. Prevemos um cenário ainda caótico no ano que vem”, complementa.
O Sistema Cantareira opera atualmente com apenas 16,6%% de seu volume total. Em 15 de maio, o sistema passou a operar com o chamado volume morto, espécie de reserva técnica. Caso o período de chuvas, que geralmente começa em outubro, atrase este ano, há risco de esgotamento das reservas.
Ele é formado pelas represas Jaguari, Jacareí, Cachoeira e Atibainha. Elas ficam no estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais. Juntas, as represas fornecem água para cerca de 9 milhões de pessoas na cidade de São Paulo (zonas Norte, Central e parte das zonas Leste e Oeste), além de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba, Barueri e Taboão da Serra, São Caetano do Sul, Guarulhos e Santo André. Parte do interior do estado também recebe água do sistema.
Além da captação de água do volume morto desde maio, o governo paulista também começou, em março, a usar água dos sistemas Alto Tietê e Guarapiranga para compensar a queda na produção do sistema Cantareira e tentar evitar o racionamento.


  Na minha opinião, essa notícia está completamente fora da realidade. A Primavera e o Verão SEMPRE foram normalmente chuvosos independentemente de haver ou não El Niño. Quando há El Niño essas chuvas são mais torrenciais ainda e causam desmoronamento nas encostas de serras e enchentes no rios na Região Sudeste durante o VERÃO. APENAS no Verão desse ano em Janeiro e Fevereiro houve uma anomalia no Atlântico Sul que causou um FORTE BLOQUEIO ATMOSFÉRICO. Portanto, essa notícia não tem fundamento. 
 Essa notícia abaixo confirma, o que é REALIDADE NA REGIÃO SUDESTE.

Dados em tempo real ajudam contra enchentes e chuvas torrenciais no RJ

13tere
Ano novo chegou e com ele vem aquele misto de alegria e tristeza: muito calor, Sol, praias… e chuvas devastadoras que alagam e destroem cidades. Foi o que aconteceu no ano passado em várias cidades do Rio de Janeiro, com uma catástrofe que derrubou o ânimo de qualquer um que pulou sete ondinhas. Dessa vez, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro quer prevenir do que remediar: um site mostra em tempo real os níveis de precipitação de chuva no estado.
Para acompanhar em tempo real, é possível usar o site do Inea, um Twitter criado pelo instituto e uma página no Facebook. Dá também para se cadastrar via e-mail para receber alertas, com avisos específicos para cidade ou região — basta fornecer o DDD do local. Para fornecer os dados em tempo real, o sistema do Inea conta com 54 estações instaladas em diversas cidades do Rio de Janeiro. Elas fornecem dados de 15 em 15 minutos.
O grande trunfo da solução do Inea é trabalhar com prevenção: no ano passado, após a série de enchentes e deslizes que matou e desabrigou milhares, outras milhares de brasileiros doaram dinheiros e recursos para a cidade de Nova Friburgo. Surpresa: a cidade não usou nem metade da verba para novas casas e o dinheiro continua parado. Ou seja, faz mais sentido ainda se precaver. [Agência Brasil]

fonte:http://gizmodo.uol.com.br/dados-em-tempo-real-ajudam-contra-enchentes-e-chuvas-torrenciais-no-rj/ 

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