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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

CLIMA TENDE AO RESFRIAMENTO GLOBAL NO MOMENTO

 No gráfico vemos que a temperatura na região do El Niño aumentou mais um pouco dos + 0,31°C agora está em +0,48°C, mas será um El Niño fraco neste ano. E tudo indica que  esse fenômeno se enfraquecerá mais ainda e teremos mais La Niñas, o que é ruim porque causam mais  secas do que chuvas.
Aqui vemos as anomalias de TSM e percebe-se que há mais azul e chegando ao lilás que são aguas frias, do que o verde, amarelo e até laranja e vermelho que são águas mais quentes. Conclui-se que os oceanos estão se resfriando e a causa é evidente. Houve mais derretimentos das geleiras, onde vimos grandes icebergs saindo das calotas polares sendo levados pelas correntes marinhas.
planetaosasco.com

Ritmo "incrível" da perda de gelo polar alarma cientistas

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Por Robin McKie
As duas maiores camadas de gelo do planeta – na Groenlândia e na Antártida – estão encolhendo em um ritmo surpreendente de 500 quilômetros cúbicos por ano. Essa é a descoberta feita por cientistas usando dados da sonda europeia CryoSat-2, que mede a espessura das camadas de gelo e geleiras da Terra desde seu lançamento pela Agência Espacial Europeia em 2010.
Ainda mais alarmante é que a perda de gelo nessas regiões mais que duplicou desde 2009, revelando o drástico impacto que a mudança climática começa a ter em nosso mundo.
Os pesquisadores, sediados no Instituto Alfred Wegener do Centro Helmholtz de Pesquisa Polar e Marinha, na Alemanha, usaram 200 milhões de pontos de dados em toda a Antártida e 14,3 milhões na Groenlândia, todos coletados pelo CryoSat, para estudar como as camadas de gelo se modificaram nos últimos três anos. O satélite possui um altímetro de alta precisão, que envia pulsos de radar curtos refletidos na superfície do gelo. Ao medir o tempo que isso leva, pode-se calcular a altura do gelo abaixo da espaçonave.
Descobriu-se pelas quedas médias de elevação detectadas pelo satélite que a Groenlândia sozinha está perdendo cerca de 375 quilômetros cúbicos por ano, enquanto na Antártida o volume de perda anual é de aproximadamente 125 quilômetros cúbicos. Esses índices – descritos como "incríveis" por um pesquisador – são os maiores observados desde que começaram os registros de altimetria por satélite, há cerca de 20 anos, e significam que a contribuição anual das camadas de gelo para a elevação do nível do mar duplicou desde 2009, segundo os pesquisadores, em um trabalho publicado em "Cryosphere" na semana retrasada.
"Descobrimos que desde 2009 a perda de volume na Groenlândia aumentou por um fator aproximado de 2, e a camada de gelo na Antártica ocidental por um fator de 3", disse a glaciologista Angelika Humbert, um dos autores do estudo. "Tanto a camada de gelo na Antártida ocidental como na península Antártida, no extremo oeste, estão rapidamente perdendo volume. Em comparação, o leste da Antártida ganha volume, mas em um ritmo moderado que não compensa as perdas do outro lado do continente."
Os pesquisadores disseram ter detectado as maiores mudanças de elevação do mar causadas por perda de gelo na geleira Jakobshavn, na Groenlândia – recentemente se descobriu que ela perde gelo para os oceanos mais depressa que qualquer outra geleira –, e na geleira da ilha Pine, que, como outras geleiras da Antártida ocidental, vem diminuindo rapidamente nos últimos anos.
A descoberta dessas perdas de gelo é especialmente notável e constitui mais um golpe para as teorias dos que negam a mudança climática, afirmando que a rápida perda de gelo no Ártico que se observa atualmente é compensada por um aumento correspondente na Antártida. As medições do CryoSat mostram que a Antártida – embora consideravelmente mais fria que o Ártico por causa de sua elevação média muito maior – não está ganhando qualquer gelo. Na verdade, de modo geral perde volumes consideráveis, e no caso da Antártica ocidental o faz em um ritmo alarmante.
Esse ponto foi salientado por Mark Drinkwater, o cientista da missão CryoSat da Agência Espacial Europeia. "Esses resultados oferecem uma nova perspectiva crítica sobre o recente impacto da mudança climática nas grandes camadas de gelo. Isto é particularmente evidente em partes da península Antártida, onde algumas características notáveis podem comprovar o impacto do aquecimento constante da península em índices muitas vezes maiores que a média global."
Leia mais em Guardian.co.uk
inovacaotecnologica.com.br


Aquecimento global só voltará em 15 ou 20 anos, dizem cientistas

Com informações da Science - 22/08/2014
Aquecimento global só voltará em 15 ou 20 anos, dizem cientistas
(No alto) As temperaturas superficiais médias globais, onde os pontos pretos são médias anuais. Dois períodos de hiato são separados por um rápido aquecimento de 1976 a 1999. (No meio) Observações do conteúdo de calor, em comparação com a média, no norte do Oceano Atlântico. (Embaixo) A salinidade da água do mar na mesma parte do Atlântico.[Imagem: K. Tung/Univ. Washington]
Por que o rápido aquecimento global que caracterizou a última parte do século 20 abrandou nos últimos 15 anos mais ou menos?
Embora as mudanças climáticas sejam evidentes, a elevação da temperatura média do planeta dá sinais de estabilização ou reversão desde o final do século passado - é o que os climatologistas estão chamando de hiato do aquecimento global.
Muitas teorias diferentes têm sido propostas para explicar essa reversão, o que inclui uma revisão para baixo das previsões, com alguns cientistas afirmando que o aquecimento global pode ser mais suave do que se temia.
Agora, um novo estudo sugere que um movimento massivo de calor de águas superficiais rasas para regiões profundas do Atlântico e outros mares do sul - e não do Oceano Pacífico, como muitos pesquisadores haviam previsto - pode ser o responsável por essa aparente onda de "resfriamento global".
Xianyao Chen e Ka-Kit Tung, da Universidade de Washington, analisaram dados de boias marinhas - sensores oceanográficos que podem se mover verticalmente ao longo da coluna de água - e traçaram os caminhos que o calor tomou através dos oceanos desde a virada do século 21.
Os oceanos podem armazenar cerca de 90% do calor superficial da Terra, e os cientistas sugerem que a maior parte do excesso de calor que teria continuado a alimentar o aquecimento global está armazenado nas bacias dos oceanos Atlântico e dos outros mares do sul.

Eles também sugerem que uma mudança súbita na salinidade que coincide com a desaceleração do aquecimento global no início do século 21 pode ter provocado essa migração do calor para águas mais profundas.
Historicamente, eventos semelhantes têm tido uma duração de 20 a 35 anos, de acordo com Chen e Tung.
Consequentemente, os dois cientistas sugerem que o aquecimento global só retornará daqui a 15 ou 20 anos, quando o calor retornar das profundezas dos mares para as águas superficiais.


exame.abril.com.br
Pacífico | 25/08/2014 17:46

Comunidade em ilha está de saída por mudanças climáticas

Segundo pesquisadores do IPCC, o nível do mar está subindo e a situação deve ficar ainda pior na Taro Island, capital de Choiseul

Suzana Camargo, do
Jenny Scott/Creative Commons
Homem rema com canoa em ilha
Ilha: é primeira vez que população toda de uma cidade será relocada por mudanças climáticas
São Paulo - Taro Island é um lugar paradisíaco. Capital de Choiseul, uma das nove províncias das Ilhas Solomon, no Oceano Pacífico, tem cerca de mil habitantes.

Seu trabalho de conservação dos recursos naturais da região é reconhecido como modelo pela organização The Nature Conservancy (TNC).
É o lugar onde se concentra o maior número de áreas marinhas protegidas pelo WWF.
Entre as espécies nativas estão a tartaruga Hawksbill e o mamífero Dugong, que se assemelha ao nosso boto.
Mas apesar de viverem no que parece ser um dos melhores lugares do mundo, os habitantes de Taro Island estão arrumando as malas.
Não por vontade própria, mas obrigados pelos efeitos do aquecimento global.
O local onde vivem fica a pouco menos de dois metros acima do nível do mar.
Segundo os pesquisadores do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), o nível do mar está subindo e a situação deve ficar ainda pior com o crescente derretimento do gelo no Ártico e o colapso das geleiras na Antártica.
Com isso, aumentará a incidência de fortes tempestades, enchentes e tsunamis em áreas costeiras, principalmente no Pacífico.
Esta será a primeira vez que toda a população de uma cidade será relocada para outro lugar por causa das ameaças das mudanças climáticas.
A terra onde a nova comunidade irá morar já foi comprada por 3 milhões de dólares pelo governo das Ilhas Solomon.
Uma equipe de engenheiros e cientistas é responsável pela elaboração do projeto de construção, que conta com a parceria da Escola de Engenharia da Universidade de Queensland, da Austrália.
A população de Taro participou ativamente do planejamento para poder preservar
a tradição e os valores da cultura Lauru. O processo total de relocação deve demorar algumas décadas. Nesse meio tempo, foram elaborados planos de adaptação
para aumentar a resiliência da comunidade a possíveis eventos climáticos.
Nos próximos cinco anos parte da infraestrutura já deve estar pronta, como escola e hospital. A “nova” Taro terá capacidade para ser o lar de aproximadamente 5 mil habitantes.
As Ilhas Solomon foram declaradas como uma das cinco maiores reservas marinhas do planeta, parte do chamado Triângulo de Corais do Pacífico, área esta riquíssima em biodiversidade.
Esta será certamente uma das primeiras de muitas ondas migratórias dos refugiados do clima no planeta.

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